Revista Digital 2a, linguagens. 📜 2

saberes e GeraçõesIntelectuais invisíveisQuem produz conhecimento na nossa sociedade?EntreREVISTA • 2026EDIÇÃO N1 Entrevista Professor e Diácono Caio Caldeira Conhecimento Muito além dos livros Tradição Oral Saberes que atravessam gerações

04050608091intelectual seria os mais sábios de conhecimentos?Conhecimento não provém da abertura de um livroenxergando a visão do entrevistad, sendo ele professor de Sociologia e doutor em teologiaA intelectualidade nos traz diversidades de pensamentos.Refletir sobre as nossas vivênciasEditorial: Afinal, quem é um intelectual?Conhecimento para além dos livrosPerfil: Professor CaioReflexões da equipeTalvez eles nunca tenham sido invisíveisRevis taIntelectual idadesTecendo

Anna BinattiIsadora N.Mateus Rafael Maria Bea. NevesMaria Eduarda P.BryanQuer ser enfermeira, pois tem a sensibilidade para cuidar da saúde das pessoas com amor, carinho e dedicação.Seguir a pedagogia ou a enfermagem porque tem o dom de ajudar os outros, seja no aprendizado ou no cuidado com o bem-estarMateus quer ser enfermeiro para se dedicar ao cuidado da saúde das pessoas e ajudar a salvar vidas todos os diasAlmeja a carreira de juíza para aplicar as leis com retidão, defender a igualdade e contribuir ativamente para a edificação de um mundo mais justoPretende seguir a pedagogia ou a medicina porque seu grande sonho é transformar vidas, seja ensinando ou cuidando da saúde das pessoasBryan quer ser delegado para proteger a sociedade, investigar casos e garantir a segurança de todos.Equipe editorial2

ANNAANNAANNA BINATTIBINATTIBINATTI ANNA BINATTINosso objetivo como equipe é mostrar o quanto a intelectualidade é importante para a construção de uma sociedade mais consciente e desenvolvida. Valorizar o conhecimento, o pensamento crítico e a capacidade de refletir sobre a realidade permite que as pessoas compreendam melhor sua história, seus direitos e seu papel na sociedade. Por isso, consideramos essencial incentivar a busca pelo conhecimento e reconhecer a intelectualidade como uma ferramenta de transformação social.EDITORES2026202620262026MARIA P.MARIA P.MARIA P.MARIA P.ISADORAISADORAISADORAISADORAValorizar a intelectualidade é reconhecer a importância do conhecimento, da educação e do pensamento crítico na vida de cada pessoa. Desenvolver a capacidade de pensar, questionar, aprender e buscar novas informações nos ajuda a compreender melhor o mundo e a tomar decisões mais conscientes. Por isso, é essencial incentivar o conhecimento não apenas como uma forma de aprendizado, mas como uma ferramenta para o crescimento pessoal e para a construção de uma sociedade mais consciente, crítica e preparada para o futuro.

AFINAL, QUEM É UM INTELECTUAL? Quando ouvimos a palavra “intelectual”, é comum imaginarmos escritores, cientistas, filósofos, professores universitários ou pesquisadores. Muitas vezes, associamos o conhecimento à formação acadêmica, aos livros e às instituições de ensino. Mas será que somente essas pessoas produzem conhecimento? Foi a partir dessa pergunta que surgiu a proposta desta revista. Em nossa comunidade existem pessoas que acumulam conhecimentos por meio da experiência, da tradição, do trabalho, da convivência e da transmissão de saberes entre gerações. São pessoas que ensinam, preservam histórias, desenvolvem habilidades e contribuem para a formação de outras pessoas, mesmo que nem sempre sejam reconhecidas como intelectuais. Por isso, nesta edição, procuramos observar o conhecimento para além dos espaços tradicionalmente associados à produção intelectual. Nossa investigação tem como personagem central o professor Caio, a partir de uma entrevista realizada pela equipe. Por meio de sua trajetória, suas experiências e suas próprias palavras, buscamos compreender como o conhecimento é produzido, compartilhado e transformado dentro da comunidade. Mais do que encontrar uma definição para “intelectual”, queremos provocar uma reflexão: Será que existem intelectuais ao nosso redor que simplesmente não aprendemos a reconhecer?4Quem é umIntelec tual?Afinal,

O conhecimento pode assumir muitas formas. Ele pode estar presente em uma pesquisa científica, em um livro ou em uma universidade, mas também pode ser encontrado na experiência de um trabalhador, nas histórias contadas por uma família, nas técnicas ensinadas por um artesão, nas receitas transmitidas entre gerações, nas manifestações culturais e nas experiências de quem vive diariamente em uma comunidade . Isso significa que existem diferentes maneiras de aprender e de ensinar. A educação formal, realizada em escolas e universidades, possui enorme importância. Entretanto, ela não é a única responsável pela construção do conhecimento. Uma pessoa pode aprender observando alguém mais experiente. Pode aprender fazendo. Pode receber um ensinamento de seus pais ou avós. Pode desenvolver determinado conhecimento durante anos de trabalho. Esses conhecimentos também possuem valor porque representam experiências acumuladas ao longo do tempo.5Conhecimento para além dos livros

Caio caldeiraEntrevistadora:Prof. Dr. em Teologia, Diácono e Filósofo. Uma conversa sobre a interseção entre Fé e Razão.6Maria Bea. Neves

Aprendendo Com: Caio Caldeira.1. Como o senhor enxerga o papel do professor em nossos dias? Ele vai além de uma mera transmissão de conteúdos? Sem dúvidas. O professor não é apenas alguém que transmite conteúdos, mas alguém que ajuda o estudante a interpretar o mundo, desenvolver o pensamento crítico e compreender a realidade em que está inserido. O professor não forma só profissionais, mas cidadãos e pessoas honestas. Ensinar é também formar pessoas capazes de questionar, dialogar, argumentar e participar da sociedade de maneira consciente. O professor, portanto, exerce uma função intelectual, social e também humana. 2. Como o senhor define o intelectual nos dias de hoje? Eu entendo o intelectual como alguém que não apenas acumula conhecimentos, mas que é capaz de refletir criticamente sobre a realidade e colocar esse conhecimento a serviço da sociedade. Um conhecimento que não vira sabedoria, não merece ser refletido. A sabedoria incide sobre a vida prática. O intelectual não precisa necessariamente estar dentro de uma universidade. Ele pode estar na escola, na comunidade, no campo, na periferia, em uma comunidade tradicional ou em qualquer espaço onde exista reflexão, experiência e produção de conhecimento. 3. De que maneira trabalhadores, comunidades tradicionais e pessoas das periferias produzem conhecimentos importantes? Essas pessoas produzem conhecimentos a partir da própria experiência e da relação cotidiana com a realidade. Um agricultor conhece profundamente a terra, os ciclos da natureza e as formas de cultivo; comunidades tradicionais preservam conhecimentos sobre plantas, alimentação, cultura e modos de organização; pessoas das periferias desenvolvem estratégias de sobrevivência, solidariedade e organização comunitária. São conhecimentos que muitas vezes não aparecem nos livros, mas que possuem enorme valor social e cultural, e até hoje são válidos e utilizados por todos. 4. Como a desigualdade racial pode influenciar quem tem o direito de ser considerado produtor de conhecimento? Historicamente, a sociedade brasileira criou mecanismos que fizeram com que determinados grupos tivessem mais acesso à educação, às universidades e aos espaços de poder. Isso fez com que conhecimentos produzidos por pessoas negras e por outros grupos historicamente marginalizados fossem muitas vezes desvalorizados ou até invisibilizados de forma estrutural, nem sempre intencional. Por isso, discutir conhecimento também significa discutir poder: quem pode falar, quem é ouvido e quem tem sua experiência reconhecida como conhecimento legítimo. 5. Como as suas pesquisas em Teologia ajudam a iluminar, fortalecer e trazer esperança para as pessoas que vivem aqui na comunidade? Minha pesquisa no meu doutorado em teologia procurou compreender a fé cristã em diálogo com a realidade concreta das pessoas. A Teologia não pode permanecer distante da vida. Quando estudamos a Bíblia, a tradição e a experiência cristã, precisamos perguntar também o que isso significa para quem sofre, para as famílias, para os trabalhadores e para as comunidades. A fé cristã transpõem um livro e uma liturgia dominical da missa. A fé pode ajudar a recuperar a dignidade das pessoas, fortalecer vínculos comunitários e oferecer uma esperança que não seja alienada da realidade, mas que impulsione para a transformação dela. A fé pode ajuda as pessoas a tomar consciência da sua própria existência e do sentido para qual estão neste mundo. Portando, ela também faz uma papel de produzir intelectuais. 6. Quais conhecimentos produzidos por pessoas comuns estão presentes no nosso cotidiano sem que percebamos? São inúmeros. Desde conhecimentos relacionados à alimentação, agricultura, construção, medicina popular e cuidado com a natureza até formas de organização familiar, solidariedade e resolução de problemas cotidianos. Muitas vezes aprendemos com nossos pais, avós, vizinhos e comunidades sem perceber que estamos recebendo conhecimentos construídos ao longo de gerações. Por exemplo, os remédios naturais que aprendemos com nossos pais que são frutos da tradição indígena entre vários outros. 7. As redes sociais e a internet ajudaram a dar visibilidade aos chamados “intelectuais invisíveis”? Se sim, como? Sim. A internet democratizou, em certa medida, o acesso à produção e à circulação do conhecimento. Inclusive permitiu que pessoas sem intelectualidade pudesse sem expressar. Hoje uma pessoa que dificilmente teria espaço nos meios tradicionais pode compartilhar suas experiências, pesquisas e reflexões e alcançar milhares de pessoas. Isso não significa que a internet tenha eliminado as desigualdades, mas ela abriu novas possibilidades para que vozes antes pouco ouvidas possam ocupar espaços de debate público. Mas se formos ver os impulsionamentos pagos, vemos que ela também gerou desigualdade na visibilidade, favorecendo pessoas que tem mais dinheiro para impulsionarem conteúdos etc. 8. Na sua experiência como professor, o senhor já encontrou pessoas que produziam c

REFLEXÃO ED.2026202620262026 Anna Binatti: A intelectualidade é construída por todos que pensam, questionam e transformam a sociedade. Maria Eduarda P.: O conhecimento nasce da diversidade de ideias e experiências da sociedade. Isadora N: A sociedade é construída pelas ideias, experiências e conhecimentos de cada pessoa. Maria Bea: Conhecimento está em todos os lugares. Precisamos apenas aprender a reconhecê-lo. Mateus Rafael: Apenas conheça e compreenda. Bryan: O conhecimento não é um fim em si mesmo, mas a própria luz que nos liberta da ignorância e nos capacita a ressignificar o mundo.

Talvez eles nunca tenham sido invisíveis.09 O olhar que de comunidade para comunidade, deveriam ter. Ao longo desta investigação, percebemos que a produção de conhecimento não acontece somente em universidades, laboratórios ou livros. O conhecimento também nasce da experiência, da convivência, da cultura, do trabalho, da memória e da educação. A entrevista realizada com o professor Caio nos permitiu observar essa questão de maneira mais próxima e compreender que ensinar e aprender são processos que ultrapassam a simples transmissão de informações. Reconhecer diferentes formas de conhecimento não significa diminuir a importância do conhecimento acadêmico. Significa compreender que a sociedade é formada por diferentes saberes e que cada comunidade possui pessoas que contribuem para sua construção e preservação. Talvez os chamados “intelectuais invisíveis” não sejam invisíveis porque não produzem conhecimento. Talvez sejam invisíveis porque, muitas vezes, não prestamos atenção em quem está ao nosso redor. E fica a pergunta:Quem, na nossa comunidade, ainda precisamos aprender a enxerga?

Esperamos com profunda gratidão sua leitura e a compreensão dela. Fizemos este projeto com o objetivo de ampliar o nosso conhecimento e o conhecimento do Leitor, sobre: INTELECTUALIDADE.10AgradecemosSua leituraProjeto revista digital: IFA - 2a, linguagens.