Apresentação Sobena

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9º Workshop SOBENA sobre Integridade, Corrosão e Manutenção de Ativos Offshore Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2026 Contribuição efetiva para o gerenciamento da corrosão em ativos offshore e FPSOs Leonardo Uller (SURPLUS) & Alexandre Barbosa (EMMATECH)

Corrosão na Redução de Vida Útil Estrutural Ativos offshore são projetados para uma vida útil de 20 a 30 anos. Sem proteção anticorrosiva mantida ao longo do tempo, o fim de vida técnico chega antes do fim da vida econômica do campo — e passa a ser ele, e não a reserva, a decidir o descomissionamento. Corrosão Generalizada A perda de espessura reduz a resistência da seção abaixo dos critérios de avaliação de estruturas existentes (API RP 2SIM; NORSOK N-006). Corrosão sob Isolamento (CUI) Corrosão sob isolamento térmico: causa recorrente de falhas prematuras em topsides e tubulações, por ocorrer fora do campo de visão da inspeção. Zona de Splash / Variação de Maré Aço carbono sem proteção na zona de molhamento alternado: ordem de 0,3 a 1,0 mm/ano, conforme temperatura e regime de maré.

Os Três Pilares da Proteção Anticorrosiva Offshore Proteção Catódica — Zona Submersa Anodos galvânicos / corrente impressa (ICCP) Potencial mais negativo que −800 mV Vida de projeto 25–30 anos Revestimentos — Splash / Tidal Epóxi 100% sólidos / Monel sheathing Espessura 600–1000 μm Vida de serviço 15–25 anos Inibidores — Linhas de Fluxo Injeção química / CRA clad Proteção contra CO₂ e H₂S Extensão da vida interna do duto

ZONA SUBMERSA Proteção Catódica (CP) Sistemas de proteção catódica por anodos galvânicos ou por corrente impressa (ICCP — Impressed Current Cathodic Protection) mantêm o potencial do aço mais negativo que −800 mV (Ag/AgCl), suprimindo a reação de oxidação. < 0,02 mm/ano Taxa de corrosão com CP ativo (vs. 0,5 mm/ano sem proteção) +25–30 anos Vida de projeto de 25 a 30 anos sem reposição de anodos, quando a CP é corretamente dimensionada +15–20 anos Retrofit de CP: base técnica para estender a operação de FPSOs que já cumpriram 25 anos

ZONA DE SPLASH / TIDAL Revestimentos de Alto Desempenho A zona de variação de maré é a região mais crítica de qualquer ativo offshore, com taxas de 0,5–1,0 mm/ano sem proteção. A escolha correta do sistema de revestimento é determinante para a longevidade estrutural. Epóxi 100% Sólidos / Glass Flake Espessura de 600–1000 μm para barreira química de alta durabilidade. Monel Sheathing Faixas metálicas combinadas com revestimentos garantem integridade por 15–25 anos. Consequência da Inércia Sem proteção, a perda de espessura inviabiliza o ativo em apenas 10–15 anos.

LINHAS DE FLUXO E GAS LIFT Inibidores de Corrosão A injeção contínua ou em batelada de inibidores filmantes reduz o ataque por CO₂ (corrosão doce) e H₂S (sour service), protegendo a integridade interna de dutos e linhas de processo. A proteção combinada com CRA (Corrosion Resistant Alloy — liga resistente à corrosão) clad/lined ou com inibição química contínua adia a substituição do ativo por décadas, conforme a severidade do fluido e a continuidade da injeção.

Impacto Econômico na Extensão de Campos Maduros US$2B Incremento Máximo Receita adicional por ativo (plataforma ou FPSO) em 10 anos extras de operação US$500M Incremento Mínimo Patamar conservador de receita incremental por ativo de campo maduro estendido +10 anos Extensão Viabilizada Período adicional de produção com proteção anticorrosiva adequada A extensão da vida útil de um campo maduro, viabilizada por meio de proteção anticorrosiva, está entre os maiores retornos sobre o investimento da indústria offshore. Faixa ilustrativa: o valor efetivo depende da produção remanescente e do preço do barril.

Custo da Inércia: Preventivo vs. Corretivo A escalada de custos entre prevenir e remediar é a razão econômica central da gestão de corrosão. O estudo IMPACT (NACE International, 2016 — hoje AMPP) estima que entre 15% e 35% do custo global da corrosão seria evitável com práticas consolidadas de gestão. Estratégia de Manutenção Custo relativo Impacto Operacional Proteção preventiva (CP + Coating) 1x Operação contínua Inspeção + reparo programado 3x Parada planejada mínima Reparo de emergência com parada 8x Interrupção não planejada Substituição parcial do ativo 15x Perda significativa de produção Perda total + abandono antecipado 40x+ Ativo irrecuperável Cada real não investido em proteção preventiva pode custar uma ordem de grandeza a mais depois.

CAMPOS MADUROS EM OPERAÇÃO Abordagem Estratégica: RBI + Corrosion Management 01 Inspeção Baseada em Risco (RBI) Prioriza ativos críticos e define a frequência pelo risco, não pelo calendário. API RP 580 / 581. 02 Mapeamento de Circuitos de Corrosão Define zonas por fluido: CO₂, H₂S, O₂ e bactérias. 03 Aptidão ao Serviço (FFS) Espessura residual aceitável para operação segura de equipamento pressurizado. API 579-1 / ASME FFS-1. 04 Avaliação para Extensão de Vida Integridade das estruturas existentes: base para operar além da vida útil de projeto. NORSOK N- 006 / ISO 19901-9.

INOVAÇÃO Digital Twin de Corrosão Integrar os dados de END (Ensaios Não Destrutivos — UT, TOFD, PEC) a modelos de taxa de corrosão para prever a condição futura do ativo, e não apenas registrar a condição passada. O conceito é conhecido. A pergunta que decide se ele funciona é outra: sobre qual geometria esses dados são projetados? Simulação de Cenários Modela extensão de vida com diferentes estratégias de proteção. Otimização de Retrofit Dimensiona a proteção catódica e o revestimento para o horizonte de extensão desejado. Custo de Ciclo de Vida Calcula o LCC (Life Cycle Cost — custo de ciclo de vida) de cada estratégia de proteção ao longo do horizonte de operação.

O PONTO DE PARTIDA Da perda de massa ao campo completo A medição de corrosão é, por natureza, pontual. Uma campanha típica de ultrassom cobre uma fração desprezível da superfície — e é sobre ela que se extrapola a condição de milhares de metros quadrados. Medição pontual de espessura 12 leituras em uma chapa de 10 m × 2 m — cobertura efetiva inferior a 0,1% da área — Referência geométrica: desenho de projeto (as-designed) — Incerteza do as-built convencional: 25 a 75 mm — Entrega: taxa média de corrosão, sem distribuição espacial Captura digital da condição real Milhões de pontos medidos — cobertura contínua de toda a superfície acessível — Referência geométrica: modelo "as-is" efetivamente medido — Incerteza do escaneamento a laser 3D: ±1 a ±3 mm — Entrega: campo espacial de perda de seção e deformação Sem geometria real, o gêmeo digital herda a incerteza do desenho — não a condição do ativo.

ARQUITETURA As quatro camadas do Digital Twin da Corrosão O gêmeo digital da corrosão não é um repositório de inspeções: é uma cadeia em que cada camada entrega o insumo para a seguinte, e a última devolve a decisão de engenharia. 01 Aquisição Escaneamento laser 3D e fotogrametria, END (UT, TOFD, PEC), potenciais de proteção catódica, sensores de espessura e de ambiente. S AÍDA Nuvem de pontos + medições georreferenciadas 02 Geometria "as-is" Registro, malha e modelo tridimensional da estrutura como ela está: deformações, desalinhamentos e perdas de seção posicionadas no espaço. S AÍDA Modelo digital dimensionalmente rastreável 03 Física FEM sobre a geometria medida, modelos de taxa de corrosão (CO₂/H₂S, CUI, splash zone) e avaliação de adequação ao uso (API 579). S AÍ DA Tensões, vida remanescente e probabilidade de falha 04 Decisão Atualização a cada nova inspeção, simulação de cenários de proteção e priorização por risco (RBI, API RP 581). S AÍDA Onde intervir, quando intervir e a que custo O que separa um gêmeo digital de um banco de dados é a camada 3: a física roda sobre a geometria medida, não sobre o desenho.

O QUE MUDA NA PRÁTICA Do número no relatório ao mapa da estrutura Com a geometria medida como base, a espessura deixa de ser um número de relatório e passa a ser um campo contínuo sobre a estrutura — e cada ponto desse campo tem sua própria curva de vida. É essa passagem — do valor médio para o campo espacial, e do campo para a curva — que transforma medição de corrosão em decisão de engenharia.

ESTADO DA ARTE O que já foi demonstrado — e quanto vale A tecnologia deixou o estágio de conceito. Os números abaixo são de referências públicas da indústria e da literatura técnica, e delimitam a ordem de grandeza do ganho. 15–35% do custo da corrosão é evitável Sobre US$ 2,5 trilhões por ano (≈3,4% do PIB mundial) estimados pelo estudo IMPACT (NACE International, 2016 — hoje AMPP): US$ 375 a 875 bilhões anuais. 25× menos incerteza geométrica Levantamento convencional: 25 a 75 mm. Captura digital: 1 a 3 mm. Uma ordem de grandeza a mais de fidelidade. 30–35% de redução no OPEX (custo operacional) de inspeção Faixa relatada pela indústria em gêmeos digitais estruturais de FPSOs, ao reprogramar a inspeção por risco calculado. > 10:1 de retorno na digitalização Ganho sobre custo em paradas e modificações offshore: menos horas- homem em área classificada e menos retrabalho. A ordem de grandeza é consistente entre as fontes. O valor específico depende do ativo, do histórico de inspeção e da maturidade do programa de integridade.

CAPACIDADE INSTALADA A competência existe e já está no Brasil O Digital Twin da Corrosão exige duas engenharias que raramente andam juntas: a que entende o mecanismo de corrosão e de degradação e a que mede a estrutura real. E NG E NHARIA DE C ORROSÃ O E IN T EGRIDADE SURPLUS — Proteção catódica, revestimentos e inibidores: especificação, diagnóstico e retrofit — RBI, circuitos de corrosão, adequação ao uso (API 579) e extensão de vida — Programas de gestão de integridade sob referenciais AMPP/NACE DIG ITALIZA ÇÃO E E NG E NHARIA DIME NSIONA L EMMATECH — Escaneamento laser 3D e controle dimensional com precisão de ±1 a ±3 mm — Mais de 15 anos em ativos offshore, navais e industriais — Plataformas e FPSOs: módulos, pipe-racks, flares e integração casco–módulos Caminho de implantação: ativo-piloto e linha de base digital → integração de END e proteção sobre a geometria medida → predição contínua.

ROI – Retorno sobre o Investimento da Proteção Anticorrosiva A síntese dos ganhos: proteção anticorrosiva é o investimento de maior retorno comprovado em ativos offshore — e a geometria medida é o que permite comprová-lo ativo a ativo. Vida Útil Estendida De 20–25 para 40 anos ou mais, quando a condição medida sustenta a avaliação. Custo da Inércia A intervenção corretiva escala até uma ordem de grandeza acima da proteção preventiva. Receita Incremental US$ 500 milhões a US$ 2 bilhões por ativo em 10 anos extras (faixa ilustrativa). Redução com o Gêmeo Digital 30–35% no OPEX de inspeção, reprogramar a inspeção por risco calculado a partir da geometria medida.

O caminho de implantação Proteção anticorrosiva — proteção catódica, revestimentos e inibidores — não é despesa: é investimento com retorno comprovado. O que falta para transformá-la em decisão auditável, ativo a ativo, é a geometria real do ativo como base de cálculo. 1 Linha de base digital Escanear e modelar o ativo-piloto como ele está. É o insumo sem o qual as duas etapas seguintes não fecham. 2 RBI sobre essa base Mapear circuitos de corrosão e priorizar por risco, com a medição posicionada no espaço e não em planilha. 3 Gêmeo digital em regime Atualização a cada campanha, banda de incerteza decrescente e custo de ciclo de vida comparável entre as estratégias.

O SALTO Da inspeção atual à inspeção avançada A mudança não é de equipamento nem de norma. É de base de referência — e é ela que decide o que a inspeção consegue entregar depois. INSPEÇÃO ATUAL INSPEÇÃO AVANÇADA Base geométrica Desenho de projeto (as-designed) Modelo medido “as-is”, ±1 a ±3 mm Cobertura Pontos isolados — menos de 0,1% da área Campo contínuo sobre toda a superfície acessível Entrega Taxa média de corrosão em relatório Campo de perda de seção e vida remanescente ponto a ponto Decisão Extrapolação e julgamento de engenharia Insumo auditável para RBI e Fitness For Service Mesma equipe, mesmos ensaios, as mesmas normas. O que muda é aquilo sobre o que eles são projetados.

O CICLO Como o ativo passa a ser monitorado Uma linha de base, campanhas que se acumulam sobre ela, e uma banda de incerteza que estreita a cada uma. É isso, e nada além disso, que chamamos de monitoramento. 01 Linha de base Escaneamento laser 3D do ativo como ele está. Feito uma vez. 02 Campanha Ensaios e espessuras amarrados ao código único de cada elemento. 03 Campo de perda A medição projetada sobre a geometria real, não sobre o desenho. 04 Predição Vida remanescente com banda de incerteza declarada. 05 Decisão RBI e Fitness For Service: onde, quando e a que custo intervir. a próxima campanha reaproveita a linha de base e estreita a banda O intervalo entre inspeções deixa de ser calendário e passa a ser consequência: calculado sobre a condição medida do próprio ativo.

O PRODUTO Inspeção Avançada de Ativos SURPLUS · E MMATECH Não é um programa de digitalização. É uma inspeção que entrega, além do laudo, a base sobre a qual as decisões seguintes deixam de ser estimativa. O QUE O ATIVO RECEBE Linha de base digital “as-is”, com precisão de ±1 a ±3 mm Cada achado posicionado no espaço e com código único Campo de perda de seção sobre a geometria real O QUE A ENGENHARIA RECEBE Geometria medida como entrada de cálculo, não desenho Insumo qualificado para RBI — API RP 580 e 581 Insumo qualificado para FFS — API 579-1 / ASME FFS-1 POR ONDE COMEÇA Um ativo-piloto: linha de base e uma campanha Escopo fechado, prazo curto, resultado verificável O resto se constrói por cima, sem refazer nada O RBI e o Fitness For Service são executados por quem tem a habilitação para isso. O que esta abordagem entrega é o dado sobre o qual eles deixam de ser estimativas.

CONTATO Obrigado. 9º Workshop SOBENA sobre Integridade, Corrosão e Manutenção de Ativos Offshore · Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2026 Dr. Leonardo Uller SURPLUS Tecnologia e Treinamento · CEO uller@surplusbr.com +55 21 98131-6030 Eng. Alexandre T. Barbosa EMMA Engenharia / EMMATECH · Diretor alexandre@emmatech.com.br +55 21 99648-6858 Aponte a câmera do celular para o código e o contato é salvo direto na agenda.