DAMNIT

Medo peculiar enche meu peito no momento em que escrevo isto. Nada há a fazer sobre a condição em que estou agora? Isto me pergunto muito. Acredito que eu previ até um pouco meu estado presente quando falei que havia regredido minhas decisões sociais em junho. Realmente parece que me perco em tudo neste momento, exceto a cabeça. Pois é claro que me sinto mais inteligente e criativo que nunca, mas o que há nisso ao perder todos seus vínculos. Verdade é que perder não é o mais assustador, assustador é perceber que não se importa. Quanto mais o tempo passa, mais percebo que estou lentamente me destruindo, minha identidade. Interessante como essa destruição também é interpretada por mim como terapia- própria/meditações. Mas realmente parece que no momento em que decidi ficar um pouco mais independente, percebi que tento me isolar. Agora algo interessante, até quando as pessoas vão tolerar? Pois apesar de com vergonha futura e medo escrevo, eu conheço os outros. Até quando eles irão aguentar sem entender? Pois eles não querem me ver, ou ouvir que eu não acredito que eles me queiram, e isso é ódio-próprio. Até onde vai o entendimento dos outros até perceber que apenas não gosta de si mesmo? Posso dizer que estão irritados com o jeito que ajo, ou apenas eu mesmo me irrito em um ciclo de frustação social onde me delimito sob a própria ansiedade? Ocorre que, eu pessoalmente tenho a lógica de o que não faz bem a minha vida social, faz bem a minha mente, ou não. Eu tenho uma vida social tendo proveito de minha persona “extrovertida”, pois ela não é. Me aparenta que tudo que satisfaz os outros me estressa, e isso me mata na minha lógica. Oque fazer para satisfazer os outros e a mim mesmo? Essencialmente nada. Pois quanto estresse já não passei tentando conversar de forma simples apenas a ser ignorado, o simples não é mais aceitável? Mas sobre desvínculo, estou em distanciando, e eles percebem. E como eu disse “Assustador é perceber que não me importo”, Como se tais vínculos não importassem mesmo após anos de convivência. De ter ideia dessa pouca importância, não falo com eles de forma adequadamente há 2 semanas, pois não quero mais por algum motivo. Então veja minha situação. Estou distanciando de amizades de anos, participando menos na biblioteca, me isolando mais, desistindo de tudo que construi em junho. E mesmo assim, mesmo percebendo que é ruim, não me importa, não me faz mal. Não tenho ação, afinal, esqueci como conversar com os outros. Verdadeiramente não consigo manter mais conversa, tenho medo, muito. E se isso não fosse suficiente, quando tento, acabo desistindo, saindo. Mesmo quando está tudo certo, não consigo. Se apenas uma conversa positiva já me destroi, o que uma falha não me faz? Então se veja, se veja mesmo. Pense que conversar é o seu maior medo. Pense que tudo que faz de ruim não parece ruim mesmo sabendo. Pense como é gostar de uma coisa por tempos, e ter esquecido como, e apenas parado de gostar. O que faz quando a única opção viável para a felicidade é o contrário de seus príncipios?