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1R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Envelopamento fechado. Pode ser aberto pela ECT Ano 24 - Jun/Jul 2026 - nº 151 - COCAPEC Mala Direta Básica 9912250045/2010-DR/SPI COCAPEC Uma safra cheia para ficar na história Clima e Irrigação: a tecnologia que garante estabilidade, produtividade e rentabilidade na cafeicultura Cocapec inaugura instalações em Delfinópolis e fortalece presença no Sudoeste Mineiro

Saulo de Carvalho Faleiros Diretor Presidente - Cocapec Estamos em plena colheita, um dos momentos mais importantes do nosso ciclo. É quando todo o trabalho realizado ao longo do ano mostra seus resultados. Porém, as chuvas que ocorreram interferiram diretamente no andamento dos trabalhos e podem comprometer tanto a qualidade dos grãos quanto a eficiência operacional nas propriedades. É importante ressaltar que a Cocapec está preparada para receber o café de todos os produtores rurais — não apenas no aspecto estrutural, mas também pela eficiência, agilidade e segurança na entrega. Para isso, a cooperativa realizou novamente o evento Café em Movimento, voltado aos caminhoneiros, profissionais fundamentais no transporte da produção. Na oportunidade, eles conheceram as diretrizes do programa Safra Segura, que reúne uma série de ações para proporcionar tranquilidade neste momento crucial. Todas essas informações foram transmitidas aos cooperados na rodada do Comitê Cocapec, que percorreu diversas cidades da nossa área de atuação. O encontro contou com a presença da diretoria e de especialistas de diversos setores, que abordaram também temas sobre mercado, reforma tributária e gestão. Mesmo com a colheita em andamento, já precisamos planejar o próximo ciclo. Por isso, o manejo no pós-colheita é fundamental para o sucesso futuro. É preciso cuidar das doenças, como a mancha de phoma e a ferrugem tardia, além de realizar as pulverizações de pré-florada para garantir um bom pegamento da lavoura. Outra conquista marcante foi a inauguração da nossa nova unidade em Delfinópolis (MG). Já atuávamos na região com a comercialização de tratores e implementos, além da participação na Feira da Banana. Entendemos que era o momento de dar um passo a mais: abrimos nossa loja física para facilitar o atendimento e a logística dos produtores locais, voltados, em sua maioria, à bananicultura. Nas próximas páginas desta edição da Revista Cocapec, você poderá se aprofundar nesses e em outros temas marcantes deste período. Desejo a todos uma excelente leitura! Ter um conjunto de ações faz a diferença para uma safra tranquila

Órgão informativo da Cocapec e Credicocapec, destinado a seus cooperados. Diretoria Executiva Cocapec Saulo de Carvalho Faleiros – Diretor Presidente José de Alencar Coelho Júnior – Diretor Vice-Presidente Ricardo Lima de Andrade – Diretor Secretário Conselho Administrativo Cocapec Diogo Masashi Sato Giane Bisco Tânio Cintra Alves Murilo Rodrigues da Silva Juscelino Amâncio de Castro Mariana Nunes Moscardini Conselho Fiscal Cocapec Geliane de Andrade Lima Teófi lo Erásio de Grácia Júnior Luciana Silva Ferreira Cocapec Franca www.cocapec.com.br Avenida Wilson Sábio de Mello, 3100 CEP 14406-052 – Franca/SP Fone (16) 3711-6200 Núcleos Capetinga/MG (35) 3543-1572 Claraval/MG (34) 3353-5257 Cristais Paulista/SP (16) 3711-7406 Ibiraci /MG ( 35) 3544-5000 Itamogi/MG (35) 9752-9700 Pedregulho/SP (16) 3171-1400 São Tomás de Aquino/MG (35) 3535-1287 Delfinópolis/MG (35) 91023-3995 Diretoria Executiva Sicoob Credicocapec Ednéia A. Vieira Brentini de Almeida – Diretora Presidente Gabriela Siqueira C. Silva – Diretora Administrativa e Riscos Douglas de Souza Cintra – Diretor de Negócios Conselho Administrativo Sicoob Credicocapec Carlos Yoshiyuki Sato Presidente Giane Bisco Vice-presidente Bernardo Antônio Salomão Conselheiro João Nocera Neto Conselheiro Murilo Rodrigues da Silva Conselheiro Saulo de Carvalho Faleiros Conselheiro Daniela Aparecida Bolonha Veronez Conselheira Ricardo Ravagnani de Faria e Silva Conselheiro Mateus Henrique Cintra Conselheiro Sicoob Credicocapec Fone (16) 3712-6600 Franca/SP PA Capetinga (35) 3543-1572 PA Claraval (34) 3353-5359 PA Ibiraci (35) 3544-2461 PA Pedregulho (16) 3171-2118 credicocapec@credicocapec.com.br www.credicocapec.com.br Revista Cocapec Coordenação Setor de Comunicação Fone: (16) 3711-6203 murilo.andrade@cocapec.com.br Missão “Atender com eficiência competitiva às necessidades dos cooperados, promovendo o desenvolvimento da cafeicultura da região, através do cooperativismo, buscando a sustentabilidade econômica, social e ambiental.” Visão “Ser reconhecida como uma cooperativa confiável que oferece segurança e rentabilidade ao produtor cooperado” Valores • Respeito • Ética • Transparência • Comprometimento • Responsabilidade • Inovação • Sustentabilidade Expediente Índice 24. Especial Tradição, tecnologia e segurança: a receita de sucesso da família Abreu 38. Produção Animal A importância da vacinação dos bovinos e os desafios enfrentados esse ano 30. Técnica Manejo de pós-colheita: O planejamento da safra futura começa agora no cafezal 11. Negócios Cocapec presente na 8ª Feira da Banana e do Agro Matérias de destaque 18. Social O poder da Intercooperação: Dia C Cocapec REVISTA COCAPEC / ED. 151 JUN/JUL 2026 Acesse a versão digital desta e das edições anteriores da Revista Cocapec através do QR Code ou pelo link: goo.gl/mdeFBq SIGA A COCAPEC NO INSTAGRAM @cocapecaltamogiana Redação Palavra Fácil Diagramação Marcelo Rodrigues de Siqueira Revisão Morgana Reatto Mattos Fotos Acervo Cocapec / Bancos de Imagens Tiragem: 3.000 exemplares É autorizada a reprodução de artigos publicados nesta edição, desde que citada a fonte. ED. 151 JUN/JUL 2026 A revista não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados, mesmo sob pseudônimo, que são de inteira responsabilidade de seus autores.

5R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Mercado, Reforma Tributária, Segurança e Gestão no Campo são temas do Comitê Safra 2026 Entre os meses de maio e junho, a Cocapec promoveu mais uma edição do Comitê Safra 2026, reunindo produtores rurais em todos núcleos de atendimento. Os encontros tiveram como objetivo preparar os cooperados para o período de colheita e discutir temas fundamentais para a sustentabilidade e a competitividade da atividade cafeeira. Ao longo das reuniões, os participantes acompanharam análises sobre o cenário do mercado de café, perspectivas para a safra 2026, produtividade das lavouras e aspectos relacionados à segurança operacional durante a colheita e o transporte da produção. Também estiveram em pauta Reforma Tributária, abordada pelo Coordenador contábil Carlos André Oliveira, além normas trabalhistas que impactam diretamente a gestão das propriedades rurais. Um dos destaques da programação foi o debate sobre os desafi os da contratação de mão de obra na cafeicultura. Com o apoio da cooperativa, os produtores receberam orientações baseadas em uma cartilha elaborada pelo Sistema Faemg Senar, contendo informações sobre legislação trabalhista, responsabilidades do empregador e boas práticas para a condução das relações de trabalho no campo. Segundo o diretor de Negócios da Cocapec, Ricardo Lima, a aproximação com os cooperados é fundamental para garantir que todos estejam alinhados aos procedimentos e exigências do período de safra. Outro assunto que despertou grande interesse dos produtores foi a recuperação de créditos do ICMS em Minas Gerais. A Cocapec possui um histórico de atuação na recuperação do crédito presumido incidente sobre a comercialização de café cru nas unidades mineiras. Por meio desse mecanismo, milhões de reais já foram revertidos diretamente aos cooperados, fortalecendo a renda dos produtores e contribuindo para a competitividade da cafeicultura regional. Consolidado como um importante canal de relacionamento e transferência de informações, o Comitê Safra reforça o compromisso da Cocapec em apoiar seus cooperados diante dos desafios do setor, promovendo conhecimento, segurança e gestão efi ciente para o desenvolvimento sustentável da atividade cafeeira.

NEGÓCIOS 6 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 NEGÓCIOS Essa abordagem passiva-agressiva traz uma vantagem comercial clara, conforme analisa a direção da cooperativa: Além de abrir portas para novos clientes, o espaço foi o cenário perfeito para um intenso networking. Ao longo de três dias, a cooperativa estreitou laços com parceiros de longa data, revisando contratos e planejando as próximas etapas logísticas em um ambiente altamente profi ssional. Termômetro de Mercado e o Perfi l dos Compradores O Seminário de Santos aconteceu sob uma atmosfera de forte volatilidade e incerteza econômica. Com o mercado futuro operando em instabilidade, o evento serviu como um termômetro global: exportadores, corretores e indústrias buscavam decifrar o real tamanho da safra atual e os rumos dos preços. O estande da Cocapec tornou-se um ponto estratégico para essa troca de informações e leituras de cenário. Cocapec presente em Seminário Internacional do Café ACocapec marcou presença de forma histórica no tradicional Seminário Internacional do Café, realizado em Santos (SP). Rompendo com o formato dos anos anteriores, quando participava apenas com representantes do setor de café, a cooperativa estreou nesta edição com um estande exclusivo. A mudança estratégica transformou a dinâmica de atuação da instituição, posicionando a Alta Mogiana em evidência direta diante dos principais players do mercado global. A presença física com espaço próprio gerou uma inversão extremamente positiva no fl uxo de negócios. Em vez de a equipe da cooperativa circular em busca de parceiros, o estande funcionou como um polo de atração. Prospecção Inversa: O Poder de Atração do Café da Mogiana A estratégia de expor diretamente em Santos atraiu novos nichos para o ambiente de negócios da cooperativa. Muitos compradores internacionais, que ainda não conheciam a fundo o robusto trabalho de exportação da Cocapec, foram até o estande para iniciar tratativas. Com estande próprio pela primeira vez, cooperativa muda estratégia de abordagem, atrai novos compradores globais e consolida networking em momento de forte instabilidade no mercado cafeeiro..

7R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 O perfi l do público que interagiu com a cooperativa reforça o caráter internacional do evento. Santos atrai majoritariamente: • Traders e Dealers Globais: Compradores internacionais que buscam o café no formato "posto em Santos" (FOB) para abastecer indústrias estrangeiras. • Foco na Origem: Profi ssionais focados em garantir a compra direta com quem produz, valorizando a estrutura de cooperativismo. Em termos geográficos, a maior parte dos contatos e clientes consolidados veio da Europa, mercado onde a Cocapec já possui forte penetração, além de Estados Unidos e Canadá. A baixa presença de representantes da Ásia nesta edição foi notada, acendendo o radar da cooperativa para futuras missões comerciais focadas no continente asiático, uma fronteira que a instituição pretende expandir. Negócios no Gatilho para os Próximos Dias Embora o fechamento físico de novos contratos de gaveta não tenha acontecido de forma massiva durante os três dias de evento — o que é natural em feiras deste porte, onde o foco está no relacionamento —, o balanço comercial é altamente promissor. A maior parte das interações com a carteira de clientes antigos foi consolidada com sucesso e, mais importante, diversos novos negócios foram engatilhados. Com propostas comerciais estruturadas e o interesse alinhado, a expectativa da mesa de exportação da Cocapec é de que novas vendas e embarques internacionais sejam ofi cializados já nos próximos dias, consolidando o sucesso da operação Santos.

NEGÓCIOS 8 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 NEGÓCIOS Com o novo tratado, essas taxas serão zeradas de forma progressiva ao longo de quatro anos. "Isso traz muito mais competitividade para o nosso café pronto lá na gôndola do supermercado", afi rma Willian Cesar Freiria. A expectativa é que ocorra um novo modelo de exportação: além de enviar apenas o grão cru, o Brasil passará a exportar o produto fi nal, retendo na origem o valor agregado que hoje fi ca com as indústrias europeias. Equiparação com Concorrentes e Sustentabilidade Até então, o Brasil corria atrás de concorrentes diretos como Colômbia e Vietnã, que já possuíam acordos de livre comércio com a UE. Com a nova regra, o café brasileiro se iguala a esses mercados em termos tributários. Além da economia direta, o acordo reforça a agenda da sustentabilidade. A partir de 31 de dezembro, entram em O novo horizonte do café na Alta Mogiana: Acordo Mercosul-EU pode redefinir exportações Aentrada em vigor, de forma provisória, do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) marca o início de uma nova era para o agronegócio brasileiro. Se por um lado a resistência de produtores europeus foi intensa, por outro, setores estratégicos como a cafeicultura da Alta Mogiana já vislumbram um salto de competitividade. Em entrevista para a TV Globo durante o Jornal Hoje, Willian Cesar Freiria, gerente de comercialização da COCAPEC, detalhou como essa parceria deve transformar a dinâmica de exportação da região, que já tem na Europa o seu principal destino, especialmente para o café verde. Fim das Taxas: O salto do café industrializado Atualmente, o café verde brasileiro já entra na Europa com alíquota zero. Por isso, a grande revolução do acordo reside nos produtos industrializados. De acordo com o gerente de comercialização, o cenário atual impõe barreiras severas: o café solúvel é taxado em 9% e o café torrado em 7,5%. Com a entrada em vigor do acordo de livre comércio, a cafeicultura da região de Franca se prepara para uma transição histórica: deixar de ser apenas fornecedora de matéria-prima para conquistar as gôndolas europeias com produtos de alto valor agregado.

9R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 vigor regras rígidas que proíbem a importação, pela UE, de café oriundo de áreas desmatadas após 2020. "O produtor vai ter que se adaptar. Nosso desafio é entregar um café livre de ações trabalhistas, livre de trabalho escravo e proveniente de áreas não desmatadas", destaca Willian. Para a Alta Mogiana, o impacto é mitigado pela maturidade da região. Como a maioria das áreas de cultivo já está consolidada há décadas, a preocupação com desmatamento é menor, focando-se agora na evolução das boas práticas agrícolas, no manejo de agroquímicos e na responsabilidade social. Da Origem para o Mundo A força da região já é sentida em países como Alemanha (maior comprador mundial e da cooperativa), Itália, Polônia e Grécia. O impacto social e econômico dessa mudança é claro: a produção industrializada no Brasil signifi ca a geração de mais empregos e o fortalecimento de toda a cadeia produtiva nacional. Enquanto o café da Mogiana continua cruzando o oceano, com lotes prontos para seguir para destinos como a Grécia, o setor agora aguarda o fl orescer de uma indústria brasileira mais forte, capaz de competir não apenas pela qualidade do grão, mas pela excelência do produto fi nal. Destaques da Entrevista: • Alíquotas Atuais: Café Solúvel (9%) e Torrado (7,5%). • Prazo de Isenção: Redução progressiva até o zeramento em 4 anos. • Sustentabilidade: Regra da UE para áreas desmatadas após 31/12/2020. • Principais Mercados: Alemanha, Itália, Polônia e Grécia.

NEGÓCIOS 10 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 NEGÓCIOS O Funcafé desempenha papel essencial no fi nanciamento da atividade, apoiando a comercialização, a recuperação de lavouras, os investimentos produtivos e a permanência dos cafeicultores no campo. Ao longo das últimas décadas, o CNC consolidou-se como um dos principais defensores da preservação dos objetivos e da destinação dos recursos do Fundo. Essa atuação sempre contou com o apoio da Cocapec e das entidades da iniciativa privada que integram o CDPC, entre elas o próprio CNC, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A união dessas entidades contribuiu para fortalecer a política cafeeira brasileira e assegurar que os recursos do Funcafé continuassem atendendo às necessidades do setor. E nestes 45 anos do CNC, a Cocapec se faz ainda mais presente com o nosso atual presidente, Saulo de Carvalho Faleiros compondo um cargo de novo conselheiro do CNC e a manutenção do ex-presidente da cooperativa, Carlos Sato, como coordenador-geral do Conselho Nacional do Café. CNC completa 45 anos com foco em sustentabilidade e fortalecimento do setor cafeeiro No mês de junho, o Conselho Nacional do Café (CNC) completou 45 anos de atuação em defesa da cafeicultura brasileira. São mais de quatro décadas de trabalho dedicadas à representação das cooperativas, produtores e associações, contribuindo para a construção de políticas públicas, o fortalecimento do setor e a valorização de uma das atividades econômicas mais importantes do país. Fundado em 1981 pelo Chanceler Abreu Sodré, em São Paulo, o CNC nasceu da necessidade de organizar a representação da produção cafeeira nacional em um período marcado por grandes transformações. Desde então, consolidou-se como um dos principais fóruns privados de discussão e articulação da cafeicultura brasileira, reunindo lideranças cooperativistas e representantes da produção em torno de objetivos comuns. Ao longo de sua trajetória, a entidade participou ativamente dos principais momentos da história recente do setor. Um dos mais marcantes foi a extinção do Instituto Brasileiro do Café (IBC), em 1990. A mudança representou uma profunda transformação na forma de organização da cafeicultura brasileira, exigindo maior protagonismo das entidades representativas e dos próprios produtores. O Conselho Nacional do Café apoiou a formalização do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), em 1996, que até os dias atuais é o colegiado que cuida dos interesses da cafeicultura nacional. Nesse contexto, o CNC assumiu papel estratégico na defesa dos interesses da produção, contribuindo para a reorganização institucional do setor e fortalecendo a interlocução entre a base produtiva e o poder público. O trabalho desenvolvido ao longo desses anos ajudou a garantir que a cafeicultura continuasse contando com instrumentos fundamentais para sua sustentabilidade e competitividade. Guardião do Funcafé Entre as principais contribuições do Conselho Nacional do Café está a defesa permanente do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), reconhecido como um dos mais importantes instrumentos de apoio à produção cafeeira nacional.

11R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Cocapec presente na 8ª Feira da Banana e do Agro Mais uma vez, a Cocapec marcou presença na Feira da Banana e do Agro de Delfinópolis, que chegou à sua oitava edição consolidada como um dos principais palcos do agronegócio regional. Realizado pela Associação dos Bananicultores de Delfi nópolis, a Adelba, o evento movimentou o município que hoje ostenta o título de segundo maior produtor de banana de Minas Gerais, uma potência que, apenas este ano, alcançou a marca de 65 mil toneladas, respondendo por 7,7% da produção mineira em seus cerca de 4,2 mil hectares cultivados. Diante de um mercado tão expressivo e dinâmico, a participação da Cocapec entre os dias 10 e 13 de junho foi além das relações comerciais: foi uma demonstração de robustez técnica e da força do modelo cooperativista. Com um estande completo e um corpo técnico altamente qualifi cado, a cooperativa levou ao produtor mineiro o que há de mais avançado em soluções de manejo, insumos e engenharia agrícola. O grande destaque do espaço fi cou por conta da vitrine de maquinários de alta performance, evidenciando a parceria estratégica com os tratores Mahindra, além de uma linha robusta de implementos e suplementos agrícolas. Empresas como a Impe, Yara, Nitro e Fortgreen, também apresentaram suas soluções. Mais do que comercializar insumos, a equipe de especialistas da Cocapec atuou diretamente no aconselhamento dos produtores da região, desenhando soluções sob medida para elevar a produtividade das lavouras, mitigar riscos e otimizar a rentabilidade dos negócios rurais. O alinhamento da cooperativa com o campo refl etiu perfeitamente o tema central desta edição: “Tradição e Inovação: Gestão Responsável, Cooperativismo Forte, Futuro de Oportunidades”. Ao transferir tecnologia de ponta e compartilhar sua sólida experiência em gestão e governança, a Cocapec reafirma seu papel como parceira essencial na construção de um agro moderno, sustentável e altamente competitivo.

SOCIAL 12 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 SOCIAL ENGAJA 2026: Cocapec reúne mais de 300 colaboradores em convenção anual focada em alinhamento estratégico e integração ACocapec sediou em maio a edição de 2026 do ENGAJA, a convenção anual que reúne os colaboradores de todas as unidades da cooperativa. Para que todos pudessem participar ativamente, a cooperativa realizou um esforço logístico e fechou suas unidades regionais no dia do evento. O ENGAJA 2026 alcançou uma participação expressiva, mobilizando 320 colaboradores, o que representa uma adesão superior a 80% do quadro funcional da instituição. Com o objetivo de alinhar a visão da diretoria e os planos estratégicos diretamente com as equipes, o evento obteve um retorno altamente positivo nas avaliações internas, consolidando o entendimento dos colaboradores sobre o modelo de negócio e a aplicabilidade prática dos conteúdos apresentados. ENGAJA 2026 EM NÚMEROS • Participação: 320 colaboradores de todas as áreas • Engajamento: Mais de 80% do corpo funcional presente • Alinhamento: 100% focado no Planejamento Estratégico e na safra Com mais de % de participação do corpo funcional, o evento utilizou a temática da Copa do Mundo para reforçar a importância do trabalho em equipe, celebrar as metas atingidas e anunciar premiação por resultados aos trabalhadores.

13R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Convocação Geral: A Ideia de "Time" no Ano de Copa Aproveitando a Copa do Mundo, a organização do ENGAJA adotou o universo do futebol como identidade visual e mote de engajamento. A proposta foi desenhada para fazer uma analogia direta entre o esporte e o ambiente corporativo, convocando os colaboradores como verdadeiros "jogadores" da cooperativa. A dinâmica destacou que, assim como nos gramados, cada partida e cada função são essenciais para o sucesso do time, reforçando conceitos de união, cooperação e alta performance. A Voz da Diretoria: Estratégia e Reconhecimento A abertura ofi cial foi conduzida pelo presidente da Cocapec, Saulo de Carvalho Faleiros, que apresentou as diretrizes e o planejamento estratégico para o ano-safra que se inicia. Saulo enfatizou os investimentos contínuos da cooperativa na área de gestão de pessoas e o desenvolvimento de novos modelos de trabalho, incentivando os profi ssionais a gerenciarem suas carreiras e aproveitarem as oportunidades de crescimento interno. Na sequência, o diretor Ricardo Lima subiu ao palco para apresentar uma retrospectiva detalhada do plano de metas da instituição. Em um momento muito comemorado, o diretor confi rmou os indicadores de desempenho estipulados que foram integralmente atingidos pelas equipes. O encerramento das apresentações institucionais foi realizado pelo diretor José de Alencar, que resgatou a temática da Copa do Mundo para reforçar o valor do trabalho em equipe. Alencar destacou que o alinhamento de todos os integrantes do "Time Cocapec" é o principal diferencial para que a cooperativa continue alcançando resultados expressivos no mercado. Quiz do Trabalhador: Surpresa e Conhecimento Cooperativo Um dos grandes destaques da programação foi a premiação do Quiz do Trabalhador. A ação teve início de maneira despretensiosa no Dia do Trabalhador, quando a cooperativa lançou uma plataforma de perguntas sem divulgar que haveria qualquer tipo de recompensa, testando o engajamento natural e o conhecimento espontâneo das equipes. “Para a surpresa dos participantes, os 22 colaboradores que gabaritaram o quiz (acertando todas as 12 questões) foram chamados ao palco para receber uma premiação especial. O resultado revelou uma grata surpresa para a comissão organizadora: o grupo de vencedores reuniu desde funcionários de longa data até colaboradores recém- contratados, pertencentes a diversas áreas e unidades da cooperativa, demonstrando o amplo domínio da cultura organizacional em todos os níveis da Cocapec, reforçou Keury Finardi, Gerente de Gestão de Pessoas da Cocapec.

SOCIAL 14 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 SOCIAL Segurança: Cocapec realiza treinamento de evacuação integrado Ação surpresa envolveu mais de  pessoas e contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Em junho, a rotina dos colaboradores e cooperados na sede da Cocapec, em Franca, teve um momento completamente diferente. Quem estava nas instalações da cooperativa presenciou uma movimentação intensa e coordenada: a realização de um simulado de evacuação de todos os prédios. A ação, que pegou muita gente de surpresa, foi considerada um verdadeiro sucesso e mobilizou mais de 260 pessoas, entre funcionários, equipe de brigadistas e cooperados que estavam na Cocapec. O treinamento anti-incêndio foi desenhado para testar a prontidão de todos os setores, desde a área de adubos e armazenagem até os setores comercial, administrativo e as lojas de atendimento. Para garantir o máximo de realismo e suporte técnico, a cooperativa contou com o apoio essencial do Corpo de Bombeiros e com o suporte de ambulâncias da Reallife Móvel. (confi rmar o nome) Prevenção e Segurança em Primeiro Lugar Para a equipe organizadora, simulações periódicas são fundamentais para criar uma cultura de segurança sólida dentro do ambiente corporativo e cooperativista. “O treinamento anti-incêndio é muito importante porque reforça a prevenção e a segurança dos colaboradores. Através disso, preparamos melhor nossas equipes para agir da forma correta em situações de urgência e emergência”, destacou Márcia Bevilaqua, técnica de segurança do trabalho da Cocapec. De acordo com a técnica, o fator surpresa foi essencial para avaliar o comportamento real das equipes diante de um sinal de alerta real. A adesão unânime dos funcionários demonstrou o alto nível de maturidade e engajamento da brigada interna. O Fator Tranquilidade Manter a calma sob pressão é o maior desafi o em um cenário de sinistro. O primeiro-sargento Diógenes Toledo, comandante da Prontidão Amarela do Corpo de Bombeiros, acompanhou de perto a evacuação e enfatizou a necessidade de exercícios como esse para que as pessoas passem a confi ar nos sistemas de alarme. O comandante ainda ressaltou que o preparo psicológico é o divisor de águas na segurança coletiva. “Além do treinamento prático, o mais importante é manter a tranquilidade. Em uma emergência, as pessoas lidam com adrenalina muito alta, temperaturas elevadas e medo. O brigadista e o funcionário precisam ter calma, seguir as rotas de fuga e a sinalização para saírem em segurança para o ponto de encontro”, disse Toledo.

SOCIAL 16 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 SOCIAL Cocapec recebe jornalistas e comunicadores de Franca e região ACocapec recebeu, na última semana de maio, a visita de um grupo de jornalistas e comunicadores de Franca e região para um café da manhã institucional e um tour detalhado por sua unidade produtiva. Durante três horas, os profi ssionais puderam conhecer de perto os mais diversos setores da cooperativa, além de acompanhar dados atualizados sobre o mercado do café e as previsões para a safra regional de 2026, temas que fi guram como prioritários para o agronegócio e para a cafeicultura brasileira. O presidente da Cocapec, Saulo de Carvalho Faleiros, recepcionou os convidados e abriu a programação destacando a representatividade da instituição, que reúne mais de 3.200 cooperados e impacta diretamente a vida de cerca de 40 mil famílias entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. “A cooperativa é uma fonte riquíssima de dados, e sabemos o quanto a imprensa e os comunicadores são importantes na missão de levar informação correta e de qualidade para a sociedade. Este é um encontro estratégico e muito signifi cativo para a Cocapec”, destacou o presidente. Os convidados tiveram a oportunidade de percorrer áreas fundamentais da cooperativa, incluindo os complexos de armazéns de café, o laboratório de classificação e o setor de controle de qualidade, onde puderam compreender a dinâmica de recebimento e avaliação dos grãos. “A visita foi muito interessante porque mostrou de perto vários processos, incluindo as etapas de pós-colheita. Muitas vezes, por causa da correria do dia a dia na Redação, a gente não tem a exata noção de toda a complexidade envolvida. Pudemos entender melhor o ciclo do café, a importância da colheita e o impacto da produção para a nossa região, além da forma como a cooperativa trabalha pensando no bem coletivo”, avaliou Kaique Castro, jornalista da EPTV. “Eu não tinha dimensão do tamanho da Cocapec e da grandiosidade do trabalho realizado aqui. Essa visita foi realmente especial e me chamou a atenção o lado humano da cooperativa, que nos acolheu com muita proximidade. Ver de perto a estrutura que sustenta o orgulho da nossa Alta Mogiana foi, sem dúvida, uma experiência inesquecível e enriquecedora”, afi rmou Renata Comparini, jornalista do portal IVE Notícias e do podcast Mindcast. “Foi excelente para sairmos da rotina. Nós, jornalistas, precisamos ouvir e conhecer novas fontes constantemente. Compreender com mais profundidade o mercado do café, o comportamento do setor na região e vivenciar o dia a dia da cooperativa faz muita diferença. É fundamental saber que, em Franca, temos especialistas com profundo conhecimento técnico sobre a cafeicultura. Isso facilita demais o nosso trabalho diário na Redação, pois agora sabemos exatamente a quem recorrer e onde encontrar as fontes mais seguras”, comentou Alessandro Macedo, editor-chefe do portal Notícias de Franca.

17R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Cocapec realiza ações de segurança e saúde para caminhoneiros Com a safra 2026 a todo vapor o ritmo nas lavouras também está acelerado, nas estradas, a responsabilidade também cresceu. Em um cenário onde o café se destaca como uma commodity de alto valor agregado, a segurança no transporte dos grãos é uma prioridade estratégica. Mais do que logística, trata-se de proteger um patrimônio do produtor e preservar vidas. Nesse contexto, além de conduzir a carga eles também precisam estar alinhados aos procedimentos operacionais da cooperativa, respeitando limpeza da carroceria, horários, locais de descarga e normas de segurança. Para diminuir esses riscos, a Cocapec promoveu um encontro voltado à segurança e à saúde dos motoristas, reforçando a importância da prevenção durante o período mais crítico do calendário cafeeiro. O encontro aconteceu na Cocapec Franca e reuniu cerca de 20 motoristas. De acordo com o Gerente de Comercialização de café da cooperativa, o caminhoneiro é peça fundamental nesse processo, sendo comparado a um “carro-forte” da produção. “Eles transportam o bem mais valioso do cooperado, exigindo atenção redobrada a procedimentos como horários de funcionamento, locais de descarga e normas de transporte. Estar bem informado é, portanto, uma medida de segurança, tanto para evitar transtornos operacionais quanto para reduzir riscos durante o trajeto, acrescentou Willian Cesar Freiria. Além da segurança operacional, a saúde dos caminhoneiros também ganhou destaque, com a palestra sobre saúde do homem com um nutricionista, além de alguns exames rápidos de acuidade visual, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, com foco em um público majoritariamente acima dos 40 anos, faixa etária que exige maior atenção a doenças silenciosas. “Em um momento em que efi ciência e agilidade são fundamentais para o sucesso da safra, a Cocapec reforça que segurança e saúde não podem ser deixadas em segundo plano”, fi nalizou Márcia Bevilaqua, técnica de segurança do trabalho da Cocapec. Ação reuniu motoristas que transportam a safra da região da Alta Mogiana.

SOCIAL 18 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 SOCIAL O poder da Intercooperação: Dia C da Cocapec mobiliza mais de 500 pessoas no Parque dos Trabalhadores Ocooperativismo vai muito além das relações comerciais e do suporte técnico ao produtor rural; ele se consolida na capacidade de transformar realidades e estreitar laços comunitários. Prova disso foi a movimentação que tomou conta do Parque dos Trabalhadores, em Franca (SP), no primeiro domingo de julho. Mais de 500 pessoas, de forma rotativa, se reuniram para celebrar o Dia C, Dia de Cooperar 2026, a maior iniciativa nacional de voluntariado do setor. Neste ano, a engrenagem do bem ganhou ainda mais força através do conceito de intercooperação. A Cocapec tradicional defensora do desenvolvimento regional, uniu forças à Sicoob Credicocapec e à Unimed Franca. Juntas, as instituições promoveram uma manhã repleta de atividades esportivas (futebol e vôlei), culturais, educativas e solidárias, focadas na integração das famílias dos colaboradores e no bem-estar da comunidade local. A força do modelo coletivo Para a liderança da cooperativa, o evento é o refl exo prático da fi losofi a que sustenta o agronegócio colaborativo. Saulo de Carvalho Faleiros, presidente da Cocapec, enfatiza a relevância estratégica e humana do modelo: "O cooperativismo traz para nós muitas oportunidades que as pessoas envolvidas de uma maneira individualizada teriam muita difi culdade de acessar. É um modelo de negócio que já nasce da cooperação. Acima de tudo, o cooperativismo é um negócio de gente, de relacionamento. O Dia C vem celebrar essa conexão”, afi rmou Saulo.

19R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 A visão é compartilhada por Morgana Mattos, gerente de ESG da cooperativa, que celebrou o sucesso da manhã de integração e destacou o crescimento contínuo do projeto, apontando para o futuro: "O evento tem crescido a cada ano. Esperamos contar com a comunidade, colaboradores, prefeitura e todos os envolvidos no ano que vem”, disse Morgana. Competição, Família e Inclusão Social O esporte foi o grande catalisador da integração no Parque dos Trabalhadores. Nas quadras de vôlei, o clima era de entusiasmo. Marcos Monteiro, assistente de marketing, relatou a busca pelo tricampeonato na modalidade, ressaltando o valor intangível do evento: "É muito importante para nós trazer mais união, não só entre as cooperativas, mas entre todas as pessoas que passam por este espaço." A essência do Dia C, contudo, fi cou evidente nos gramados. Jeferson Guedes, analista contábil da Cocapec, defendeu as cores do time de futebol "Piratas Pernas de Pau". Mesmo sem levar o troféu para casa, ele destacou que a verdadeira vitória aconteceu fora das quatro linhas. "O mais importante é ganhar o sorriso de uma criança, o sorriso de um adulto. É a inclusão da comunidade e a oportunidade de curtir com a família", afi rmou o analista, que esteve acompanhado da esposa e das duas fi lhas em uma manhã que contou até com sessões de ioga. Iniciativas como o Dia de Cooperar reforçam que o sucesso do agronegócio moderno está diretamente atrelado ao pilar social da governança. Ao cuidar de suas pessoas e de seu entorno, a Cocapec e suas parceiras mostram que o campo colhe seus melhores frutos quando planta solidariedade.

CAPA 20 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 CAPA ACocapec reuniu cooperados, produtores rurais, lideranças e equipe técnica para a inauguração das novas instalações do seu núcleo em Delfi nópolis, no Sudoeste Mineiro. O evento consolidou uma nova etapa da atuação da cooperativa no município, com investimentos voltados à melhoria do atendimento, da logística e do relacionamento com os produtores da região. Participaram da solenidade o vice-presidente da cooperativa, José de Alencar Coelho Júnior; o diretor-secretário, Ricardo Lima Andrade; o prefeito de Delfi nópolis, Pedro Paulo Pinto; o presidente da Câmara Municipal, Hernane Candido Pinheiro; e o presidente da Credicocapec, Carlos Yoshiyuki Sato. Desde 2023 a cooperativa participa da Feira da Banana, tradicional evento agrícola em Delfi nópolis, levando soluções e oportunidades de negócio juntamente com a Concessionária Mahindra. “Estamos fortalecidos aqui em Delfi nópolis e cada vez mais presentes no estado de Minas Gerais. Trouxemos tecnologia de ponta para os produtores, principalmente para aqueles que atuam no cultivo da banana, principal fonte da economia da cidade, na área de cereais e, claro, no café. Como a cafeicultura local está em desenvolvimento, a cooperativa, com todo o conhecimento que possui, vai auxiliar bastante o setor”, destacou o vice- presidente José de Alencar Coelho Júnior. Cocapec inaugura instalações em Delfinópolis e fortalece presença no Sudoeste Mineiro

21R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Antes de se estabelecer defi nitivamente no município, representantes da Cocapec estiveram reunidos com produtores locais para ouvir suas necessidades e compreender a realidade da região. “Nosso papel vai muito além dos negócios; a Cocapec tem um diferencial acolhedor muito forte. Pensamos em um espaço de relacionamento e confi ança, pois sabemos que, quando o produtor chega aqui, ele busca soluções. Precisamos participar ativamente da vida do cooperado. Estamos prontos para caminhar ao lado dos produtores de Delfinópolis, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio regional e para a geração de oportunidades que benefi ciem toda a comunidade”, afi rmou o diretor-secretário da Cocapec, Ricardo Lima Andrade. Em Delfinópolis, a cooperativa atuará em todas as frentes, inclusive por meio de parcerias estratégicas. “Onde a cooperativa se estabelece, a Credicocapec também busca estar presente para oferecer soluções fi nanceiras adequadas, estreitando o atendimento aos associados. As duas instituições trabalham de forma integrada para apoiar o crescimento sustentável e ampliar as oportunidades para produtores e empreendedores”, explicou Carlos Sato, presidente da Credicocapec. Já na área de produção, a Cocapec chega à região respaldada por grandes marcas e fornecedores consolidados no cenário nacional. “Chegamos em parceria com a Yara Fertilizantes; com a Nitro e a Valoriza, referências no segmento de biológicos e material orgânico; na produção de sementes com a Matsuda, nos defensivos agrícolas, contamos com Bayer, BASF e Syngenta; em fertilizantes foliares, a Fortgreen; e em suplementação mineral, a Tortuga. Além disso, trazemos as soluções em tratores com a Concessionária Mahindra e nas máquinas manuais Husqvarna. Todas essas, além de estarem na inauguração, também estiveram com a Cocapec na Feira da Banana deste ano, fortalecendo a produtividade com tecnologia de ponta”, afi rmou Cláudia Ribeiro Basto, gerente das lojas Cocapec. À frente do núcleo da Cocapec em Delfi nópolis estará a coordenadora Joana Lemos. Durante o evento, ela agradeceu a confi ança dos gestores da cooperativa. “Essa expansão é muito importante para a região. A Cocapec vai oferecer serviços e um modelo de gestão cooperativista que vão fazer muita diferença na vida dos produtores rurais daqui. E isso traz mais responsabilidade e confiança para toda a minha equipe de trabalho”, fi nalizou a coordenadora. Lideranças locais e produtores que participaram da inauguração destacaram a relevância da nova estrutura para acompanhar o desenvolvimento do agronegócio local e expandir o suporte oferecido pela cooperativa. “Quero dar as boas-vindas à Cocapec e reforçar que o município recebe a cooperativa de braços abertos. Desejo uma parceria duradoura e próspera em benefício de toda a nossa comunidade”, declarou o prefeito de Delfinópolis, Pedro Paulo Pinto. “Delfinópolis possui a segunda maior área cultivada com banana em Minas Gerais, com aproximadamente 4.200 hectares, além de cerca de 17 mil hectares destinados ao cultivo de soja. O município também é destaque nacional e internacional na produção do tradicional Queijo Canastra. Manter esse nível de excelência exige enfrentar desafios constantes, e a chegada da Cocapec vai nos fortalecer ainda mais”, avaliou Giovanni Braga Passos, representante da Emater. “Nós, que já trabalhamos com a banana e agora estamos entrando no café, fi camos muito felizes e tranquilos com a chegada da Cocapec, uma cooperativa que tem amplo conhecimento de tudo o que o produtor rural precisa. Vai ser excelente para a nossa região”, celebrou Robinson Tomáz de Castro, produtor rural local. Núcleo Cocapec em Delfinópolis está localizado na Rua Maria Andrade Ferreira, nº 21, Centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, e aos sábados, das 7h30 às 11h30.

ESPECIAL 22 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 ESPECIAL Depois de um longo período de resiliência, o cafeicultor da Alta Mogiana fi nalmente tem motivos para celebrar uma safra de fartura. Desde 2020, a região não experienciava o que o setor chama de "safra cheia". Nos últimos cinco anos, a bienalidade positiva do café foi repetidamente freada por intempéries climáticas, como secas prolongadas e geadas, que impediram a região de atingir o potencial máximo. O cenário muda drasticamente. O 2026 consolida-se como o ano da retomada, com uma safra que já é comparada à histórica colheita de 2020. Em termos de volume, a Mogiana se prepara para colher uma de suas maiores safras da história recente, trazendo um café que, até o momento, apresenta excelente qualidade e ótimo rendimento. Essa fartura chega em boa hora, servindo para suprir as perdas acumuladas nos últimos anos. O Contraste entre São Paulo e Minas Embora o otimismo seja geral, a safra desenha um mapa de produtividade distinto entre as regiões de atuação da Cocapec. O grande salto e aumento no volume de produção estão concentrados na parte paulista do circuito. Essa diferença se explica pelo clima. Historicamente, à medida que se avança por municípios como Ribeirão Corrente, Jeriquara e Pedregulho, afastando-se do Sul de Minas, as temperaturas tendem a ser mais elevadas. No ano passado, essa característica foi agravada por uma seca severa combinada com calor intenso na hora errada, o que resultou em uma quebra acentuada na safra paulista. No entanto, o clima correu muito bem para todos, permitindo uma recuperação surpreendente e um visual de lavouras extremamente carregadas em São Paulo. Uma safra cheia para ficar na história Após cinco anos de desafios climáticos, a Alta Mogiana se prepara para colher uma de suas maiores safras da década. Com projeção de receber cerca de  milhões de sacas, a Cocapec mobiliza seus comitês e estrutura logística para garantir segurança e eficiência ao produtor.

23R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Já nas áreas mineiras, que compreendem núcleos como Ibiraci, Capetinga, Claraval, São Tomás de Aquino, Delfi nópolis e Itamogi, o comportamento é mais linear. Como essas regiões já haviam colhido uma safra relativamente boa no ano passado, a colheita deste ano será um pouco melhor que a anterior, sem o contraste tão abrupto visto no lado paulista. O resultado fi nal, contudo, é unânime: praticamente 99% dos produtores da cooperativa colherão mais e melhor. Estrutura e segurança: O plano da Cocapec Para movimentar esse volume expressivo, cuja estimativa de recebimento da cooperativa gira em torno de 2 milhões de sacas, o que representa um crescimento de cerca de 40% em relação à safra passada, a Cocapec atua em várias frentes por meio de seus comitês operacionais. O pilar principal dessa estratégia é a segurança. A cooperativa garante um modelo de armazenamento personalizado, onde o café de cada cooperado é guardado separadamente, lote a lote. Além disso, a operação conta com seguro de transporte integral: o produto sai assegurado desde a fazenda até o momento fi nal da venda, eliminando os riscos para o produtor. Logística Inteligente contra o Gargalo Com tanta matéria-prima chegando ao mesmo tempo, o risco de gargalo logístico é real. Por isso, a diretoria da Cocapec já orienta os produtores para uma ação conjunta de escoamento. Todos os complexos de armazenagem da cooperativa estão engajados nesse processo de contingência: • Franca e Pedregulho: Núcleos que tiveram suas áreas expandidas recentemente, mas que, devido ao volume projetado, podem atingir a capacidade máxima. Caso isso ocorra, o recebimento será direcionado de forma planejada para o núcleo de Cristais. • Cristais: Hoje o maior braço logístico da Cocapec, com capacidade para cerca de 550 mil sacas. O núcleo já começou a receber o fl uxo redirecionado de outras praças para otimizar o transporte e evitar fi las nas recepções de Franca e Pedregulho. Além de Cristais, Franca e Pedregulho, a robusta rede de recebimento da Cocapec na parte mineira está totalmente alinhada para dar o suporte necessário. Com infraestrutura de ponta, planejamento antecipado e a parceria de confi ança do produtor, a Cocapec transforma o desafi o de uma supersafra em uma oportunidade histórica de prosperidade para a Alta Mogiana.

ESPECIAL 24 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 ESPECIAL As raízes da cafeicultura no Sítio Capoeira Comprida, localizado no município de Pedregulho (SP), são profundas e carregam o sobrenome da família Abreu. A história, que teve início com o avô do cooperado Paulo de Abreu, cruzou gerações: passou para o pai, chegou até as mãos de Paulo e, agora, já começa a ser trilhada pelos seus fi lhos. Mais do que a manutenção de uma tradição familiar, o Sítio Capoeira Comprida é um exemplo vivo de como o respeito à história e a abertura para a inovação tecnológica andam de mãos dadas no cafezal. A Busca por Segurança e Praticidade Há pouco mais de 20 anos, a rotina de comercialização do café na propriedade era bem diferente e repleta de incertezas. Paulo relembra o período anterior à sua entrada na cooperativa, quando a dependência de corretores locais trazia riscos severos ao negócio. "Antes da cooperativa, a gente vendia para corretores do município, que levavam o café para depósitos fora daqui. Não tínhamos segurança nenhuma sobre o depósito do café. Inclusive, já levei prejuízo com isso mais de uma vez", recorda o produtor. A virada de chave aconteceu quando Paulo decidiu se associar à Cocapec. Ele destaca que encontrou na cooperativa um meio muito mais prático, seguro e com o apoio necessário para comercializar a produção de forma tranquila. "Depois que virei cooperado, fiquei tranquilo. Isso nunca mais aconteceu e nunca mais foi um problema." A estabilidade comercial permitiu que o produtor não apenas mantivesse a propriedade que herdou da família, mas também expandisse os negócios, adquirindo novas terras na região de Pedregulho. O plano de crescimento continua ativo: o próximo passo estruturado por Paulo é o arrendamento das terras de sua irmã, vizinha à propriedade, expandindo ainda mais a área cultivada. Tradição, tecnologia e segurança: a receita de sucesso da família Abreu no sítio Capoeira Comprida Com mais de duas décadas de cooperativismo, o produtor Paulo de Abreu compartilha como a união entre a experiência dos antepassados e o suporte técnico da Cocapec garante a produtividade e a tranquilidade da terceira à quarta geração de cafeicultores. Por: Murilo Andrade

25R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Sucessão Familiar com Respaldo Técnico Se a tradição veio do avô, o futuro técnico da lavoura atende pelo nome de Paulinho, filho de Paulo. Formado em Agronomia, o jovem assumiu o papel de responsável técnico e agrônomo do sítio, desenhando um novo capítulo na gestão da propriedade. A relação entre pai e fi lho une a sólida experiência prática de Paulo com a visão moderna de Paulinho. Embora o produtor brinque que, às vezes, precisa "segurar um pouco o gasto" para controlar os custos da propriedade, ele reconhece e confi a plenamente nas orientações e no trabalho do filho. "Ele obriga, fala que tem que ser bem feito. E está dando resultado: aumentou a produção, estou muito satisfeito e está indo tudo muito bem", elogia o pai, orgulhoso. Atualmente, o sítio trabalha com as variedades Catuaí, Mundo Novo e Catucaí. A colheita combina a efi ciência da mecanização nas áreas planas com o manejo manual — que representa cerca de 30% do total da propriedade — nas áreas com relevo em declive, onde o maquinário não consegue operar. Tecnologia no Campo e Gestão Sustentável A efi ciência do Sítio Capoeira Comprida é impulsionada pelo uso integral das soluções oferecidas pela Cocapec. Paulo ressalta que aproveita 100% das modalidades de suporte da cooperativa, incluindo fi nanciamentos, aquisição de insumos (como adubos) e a troca de café por maquinários modernos — essencial para a produtividade da lavoura. Entre os investimentos recentes viabilizados pela parceria, o produtor destaca a chegada de novas adubadeiras e estercadeiras. Além da modernização dos implementos agrícolas, a sustentabilidade e a autossufi ciência energética ganharam força na propriedade há três anos, com a instalação de um sistema de energia fotovoltaica. Para Paulo, este foi um dos investimentos mais acertados do negócio: "O investimento vale a pena, compensa. Foi um dos melhores negócios que a gente fez." Nas entrelinhas do cafezal, a propriedade também preserva o charme das tradições dos antepassados, mantendo o cultivo consorciado de culturas como banana, mamão e mandioca em meio ao café — um hábito antigo que, embora exija colheita estritamente manual, conecta o presente do sítio às suas origens. Transparência que Gera Confi ança Para Paulo de Abreu, o grande diferencial da Cocapec está na transparência e no respeito ao produtor. Ele faz questão de ser presente no dia a dia da cooperativa, participando ativamente das assembleias. Ele elogiou os resultados e a condução da última Assembleia Geral Ordinária, realizada recentemente, onde foram apresentados os dados financeiros e o balanço do ano de 2025. "Apresentaram todo o ano de 2025, teve a distribuição dos dividendos e das sobras para os cooperados. Foi muito bom e bem claro", fi naliza o cafeicultor, reafirmando a solidez de uma parceria que promete render bons frutos por muitas gerações. Um projeto ousado que mostra as principais origens cafeeiras do Brasil de forma descontraída e informativa: assim é o Receita Raiz Cafés do Brasil, canal no YouTube que resgata as histórias dos produtores de café. Em parceria com a Cocapec, a equipe do chef Jefferson Rueda esteve na região para conhecer a estrutura da cooperativa, onde foi recebida pelo colaborador Thomas Ferreira. Na sequência, o grupo visitou a fazenda do cooperado Paulo de Abreu, em Pedregulho/SP. Durante o bate-papo, além do tradicional cafezinho, a família Abreu compartilhou uma receita afetiva muito especial: o arroz-doce da Vó Cema. O episódio já está disponível! Assista no canal Receita Raiz no YouTube ou aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo. Cocapec é destaque no programa Receita Raiz

ESPECIAL 26 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 ESPECIAL Omunicípio de Capetinga (MG) sediou mais uma etapa do Circuito Mineiro de Cafeicultura, evento que há mais de duas décadas reúne produtores, técnicos, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os principais desafios e oportunidades da cafeicultura brasileira. Com o tema “O Futuro e as Mudanças Climáticas”, o encontro promoveu refl exões sobre os impactos das alterações climáticas na produção de café e apresentou alternativas para tornar as propriedades rurais mais resilientes, sustentáveis e competitivas. A programação contou com palestras técnicas voltadas à agricultura regenerativa, conservação e recuperação do solo, sustentabilidade, crédito de carbono e novas tecnologias aplicadas à produção cafeeira. Os debates também abordaram as exigências crescentes dos mercados consumidores, cada vez mais atentos às práticas socioambientais adotadas nas propriedades rurais. Representando a Cocapec, participaram do evento a gerente de ESG, Morgana Mattos, e a coordenadora do Núcleo de Capetinga, Joana Pires. O encontro também reuniu produtores rurais, autoridades do Estado de Minas Gerais e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento da cafeicultura. Entre os temas de destaque estiveram as estratégias para mitigar os efeitos da seca e das altas temperaturas nas lavouras, além de soluções voltadas à mecanização agrícola, alternativa que vem ganhando importância diante da crescente escassez de mão de obra no campo. O evento proporcionou ainda a troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia produtiva, fortalecendo o diálogo entre produtores, cooperativas, comerciantes, instituições de pesquisa e órgãos de assistência técnica. A iniciativa busca disseminar conhecimento e incentivar práticas que contribuam para uma cafeicultura mais efi ciente, sustentável e preparada para os desafios futuros. Realizado há mais de 25 anos, o Circuito Mineiro de Cafeicultura é promovido pela Emater-MG, com realização da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), além da parceria da EPAMIG e do apoio da Cocapec. Circuito Mineiro debate o futuro da produção cafeeira diante das mudanças climáticas

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ARTIGO 28 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 ARTIGO Para mitigar riscos patrimoniais e garantir a governança digital da propriedade, é essencial analisar essas contratações sob a ótica de três pilares do ordenamento jurídico nacional: • A incidência da LGPD na atividade rural (Art. 2º da Lei nº 13.709/2018): Grande parte dos dados coletados no campo vincula-se diretamente à pessoa física do produtor ou de seu núcleo familiar. Nesses casos, a legislação impõe limites rígidos ao tratamento desses ativos, blindando o produtor contra o uso abusivo ou desautorizado. • Garantias e consentimento pelo Marco Civil da Internet (Art. 7º, VII e IX da Lei nº 12.965/2014): A legislação assegura o sigilo dos dados armazenados e exige consentimento livre, expresso e informado para o compartilhamento com terceiros, determinando que essa autorização ocorra de forma destacada nas cláusulas contratuais. • A boa-fé objetiva e o equilíbrio contratual (Art. 422 do Código Civil): Os termos de uso de ferramentas de IA devem respeitar o equilíbrio das relações comerciais. É imperativo que os instrumentos defi nam claramente a titularidade da propriedade intelectual dos relatórios e prevejam a responsabilidade civil das empresas em cenários de vazamento ou de falhas operacionais. A inovação potencializa o campo, mas é a segurança jurídica que perpetua o negócio. Da mesma forma que a gestão fi scal exige um planejamento rigoroso para mitigar passivos tributários, a governança digital da fazenda demanda uma revisão técnica criteriosa dos contratos de adesão. Afinal, os dados estratégicos do seu negócio já estão devidamente protegidos? Amodernização tecnológica do agronegócio brasileiro é uma realidade consolidada, que vem transformando profundamente a dinâmica da cafeicultura. O uso de drones para o mapeamento de solo, sensores de umidade e algoritmos de Inteligência Artifi cial (IA) para a previsão de safra e manejo já faz parte da rotina das propriedades mais competitivas. Contudo, essa evolução digital traz um desafi o oculto que exige atenção imediata: quem detém, de fato, a propriedade sobre a massa de dados gerada dentro da porteira? Ao adotar softwares de gestão ou operar maquinários integrados com telemetria, o produtor rural transfere informações de alto valor estratégico, como mapas de produtividade por talhão, históricos fi tossanitários e métricas fi nanceiras. Embora o cafeicultor se sinta dono desse patrimônio informativo, o controle e a destinação desses dados são estritamente regidos pelas cláusulas contratuais fi rmadas com as empresas de tecnologia (AgTechs). Por: Mateus George – Advogado, Biólogo, Especialista em Direito Ambiental e Gestor Público De quem são os dados da sua lavoura? A inteligência artificial e a segurança jurídica no campo

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TÉCNICA 30 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 TÉCNICA Manejo de pós-colheita: O planejamento da safra futura começa agora no cafezal Operíodo de colheita é, tradicionalmente, o momento em que o cafeicultor se volta intensamente para os resultados do trabalho de um ano inteiro. O foco nas operações de campo, na logística de terreiro e no processo de secagem é fundamental para preservar a qualidade dos grãos que vão ditar a rentabilidade da safra atual. No entanto, a engenharia da alta produtividade na cafeicultura exige um olhar simultâneo no retrovisor e no horizonte. Para garantir o sucesso do ciclo que se desenha para o próximo ano, as decisões de manejo precisam ser tomadas agora. Especialistas do setor técnico da Cocapec alertam: o planejamento da próxima safra começa de forma imediata, com atenção rigorosa à sanidade e à manutenção do alto índice de enfolhamento das lavouras. O desafi o prático da pré-fl orada O manejo ideal preconiza a realização da chamada pulverização de pré-fl orada, um tratamento estratégico para baixar o inóculo de doenças antes da abertura das fl ores. Contudo, a realidade do campo impõe desafios operacionais. Devido à extensão da colheita, às janelas escassas de tempo, à disponibilidade limitada de maquinário e mão de obra, além dos fatores climáticos imprevisíveis, grande parte dos produtores encontra difi culdades para executar essa operação no momento exato. Por essa razão, a recomendação da cooperativa é antecipar as ações por meio das pulverizações de pós-colheita. Realizada logo após a retirada dos grãos de cada talhão, essa intervenção atua como uma barreira de proteção indispensável contra as doenças secundárias e os patógenos que causam prejuízos diretos no pegamento da florada. Mancha de phoma: O inimigo silencioso do pegamento Dentre as enfermidades que demandam controle imediato no pós-colheita, a Mancha de phoma ganha destaque. A doença se manifesta por lesões escuras e irregulares nas folhas, iniciando-se geralmente nas bordas, ramos e folhagens novas. Em estágios avançados, causa a seca da extremidade dos ramos (morte apical), desfolha severa, queda de botões fl orais, mumifi cação e a queda dos chumbinhos — afetando diretamente o coração da produtividade. A phoma é altamente favorecida por ferimentos mecânicos nos tecidos da planta, como os causados pelas hastes das colhedoras automáticas ou pela derriça manual. Além disso, o clima do inverno na região, caracterizado por ventos frios e constantes, baixas temperaturas noturnas e a presença de orvalho, cria o ambiente perfeito para a disseminação do fungo. Recomendação Técnica: Para frear o avanço da phoma e reduzir o potencial de infecção (inóculo) na área, a indicação é a entrada imediata com fungicidas sistêmicos no pós- colheita, garantindo a proteção dos tecidos injuriados. O alerta da "ferrugem tardia" e a volta do bicho-mineiro O cenário fi tossanitário deste ano traz uma particularidade: o volume expressivo de chuvas registrado nos meses anteriores provocou um descontrole no ciclo da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix). Esse fator favoreceu a ocorrência da chamada ferrugem tardia, que veio a se manifestar e infestar as lavouras justamente neste período. Por: Murilo Nascimento Duarte – Engenheiro Agrônomo Cocapec / Uniagro

31R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Estratégia de choque e proteção de longo prazo Para desenhar o escudo de proteção ideal para o cafezal, a equipe de agrônomos da Cocapec recomenda uma abordagem combinada na esteira da colheita: • Fungicidas Sistêmicos: Aplicação imediata para o controle curativo e preventivo da phoma e da ferrugem residual. • Protetores Cúpricos (Óxido ou Hidróxido de Cobre): Essenciais para conferir tonicidade à folhagem, promover ação fungistática por contato externa e proteger a planta contra o complexo de fungos e, inclusive, infecções bacterianas. • Indutores de Resistência: Ativam as defesas naturais do cafeeiro, preparando a planta para suportar o estresse hídrico e térmico comum antes da florada. Consulte o seu Agrônomo Cada lavoura possui um histórico de carga, espaçamento e microclima específicos. Por isso, a Cocapec reforça a importância do cooperado solicitar a visita de um engenheiro agrônomo à propriedade. A assistência técnica presencial é a ferramenta mais segura para monitorar a efi cácia dos manejos, ajustar as dosagens e prescrever a recomendação exata para que o cafezal mantenha o vigor necessário para vestir-se de branco na próxima florada. Enquanto algumas áreas apresentam menor pressão, diversos pontos da região registram uma alta densidade de pústulas e esporos ativos. O controle fi tossanitário atual, portanto, deve focar na assepsia total do cafeeiro, combatendo o complexo de doenças de forma integrada para frear a queda de folhas e proteger a arquitetura produtiva da planta. Paralelamente, o monitoramento de pragas não pode ser negligenciado. Os técnicos observam que o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) voltou a infestar lavouras em pontos específicos da região, exigindo aplicações assertivas para evitar que o ataque reduza ainda mais a área fotossintética do cafezal.

TÉCNICA 32 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 TÉCNICA Clima e Irrigação: a tecnologia que garante estabilidade, produtividade e rentabilidade na cafeicultura Amodernização tecnológica e o planejamento estratégico tornaram-se fundamentais para a sobrevivência e a competitividade do produtor rural. Nos últimos anos, a cafeicultura brasileira vem enfrentando severos desafios decorrentes das adversidades climáticas, com períodos prolongados de estiagem e altas temperaturas que impactam diretamente o potencial das lavouras. Diante desse cenário, especialistas e produtores concordam: a irrigação deixou de ser um diferencial para se consolidar como uma ferramenta indispensável no campo. A necessidade urgente de adaptação é justificável. No momento atual, o clima adverso tem cobrado um preço alto de quem depende exclusivamente do regime de chuvas. Nos últimos anos, o produtor sem irrigação tem encontrado sérias difi culdades para alcançar uma média de 35 sacas por hectare. Por outro lado, a lavoura irrigada e bem manejada mantém com folga a média de 50 sacas, com casos que superam esse patamar. Soluções Integradas: Credibilidade "Dentro da Porteira" Um dos grandes entraves para o avanço tecnológico no campo costuma ser a insegurança do produtor quanto à execução e à assistência técnica dos projetos. Para mitigar esse risco, a Cocapec atua de forma direta na validação de parceiros inovadores. O fornecimento de água no momento certo protege o patrimônio do cafeicultor. De acordo com Willian Cesar Freiria, gerente de comercialização da Cocapec, a função primordial do sistema vai muito além de substituir o clima: "O básico da irrigação é você pode fornecer água para a planta sem você ter a chuva. Principalmente após o período de chuva, a gente passa por esse período de seca. Muitas das vezes, dependendo da área, dependendo da idade da planta, você pode ter perda de safra nesse período; a planta seca, a planta perde potencial produtivo. Então a irrigação tá ali para poder suprir e manter essa planta bem hidratada até o início das chuvas." Freiria pontua, no entanto, que a necessidade varia de propriedade para propriedade. "É lógico que tem áreas que não precisa, que têm uma textura de solo diferente, então às vezes não tem tanta necessidade. Mas se você for para solos mais arenosos e tudo mais, aí a gente tem que ter", explica o diretor.

33R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 E todo processo é dinâmico e desenvolvido diretamente na necessidade do cooperado por uma equipe técnica super preparada e capacitada. Para viabilizar a implantação, a Cocapec oferece caminhos fl exíveis que se ajustam à realidade financeira de cada bolso: •Pagamento Padrão: Opções de fl uxo de caixa direto com a cooperativa; • Programa Irriga São Paulo: Um fi nanciamento exclusivo para cooperativas do estado de São Paulo; • Operações de Barter: O grande diferencial da Cocapec, onde o produtor tem a facilidade de pagar o investimento do projeto utilizando o seu principal ativo: o café. Procure nossa equipe técnica na Cocapec!! O Mito do Estresse e a Dosagem Certa Um tema amplamente debatido entre os produtores é o estímulo do cafeeiro por meio do estresse hídrico. Willian Cesar esclarece que a linha entre o benefício e o prejuízo depende de um manejo cirúrgico para não comprometer a qualidade e o vigor do cafezal: "Isso aí é um tema muito discutido dentro da agronomia. Muitos levam irrigando e mantendo a planta muito hidratada e, muitas das vezes, ela vegeta e não exerce seu potencial produtivo 100%. Alguns fazem o manejo para dar um leve estresse na planta." O gerente de comercialização pondera que o sistema não deve tentar subverter o ciclo natural das estações, mas sim dar sustentação à lavoura. "No geral, o período seco ele tem que ser seco. Não tem por que você também querer fazer chover dentro da sua área. Mas você manter a planta hidratada, ela não murchar, ela poder manter o pegamento fl oral ali, que é o mais importante", destaca. Dessa forma, a recomendação técnica para o período costuma focar no equilíbrio. "Geralmente é uma lâmina somente de manutenção. Não é exagero para ela vegetar — a não ser se for uma planta nova —, mas é só para você manter ela para ela não perder potencial produtivo", conclui Freiria. Sustentabilidade Hídrica e o Futuro do Negócio Além dos ganhos expressivos em rentabilidade e segurança de safra, o manejo inteligente da água ressalta o viés sustentável da atividade. Aplicar a quantidade exata de água e nutrientes (via fertirrigação) no momento em que a planta precisa evita o desperdício de recursos naturais e potencializa a efi ciência dos fertilizantes. Em síntese, a consolidação da tecnologia de irrigação demonstra que a inovação e o cooperativismo caminham juntos. Munidos de suporte técnico robusto, parcerias de mercado sólidas e visão de longo prazo, os cooperados avançam para mitigar os riscos climáticos, garantindo um futuro muito mais inovador, sustentável e economicamente próspero para o café brasileiro. Como a Cocapec pode te ajudar a impulsionar a produtividade com a irrigação A busca por efi ciência hídrica e estabilidade na produção tem levado cada vez mais cafeicultores a investirem em sistemas de irrigação. Atenta a essa realidade, a Cocapec possui um setor especializado em irrigação. Nele os profi ssionais estão preparados para acompanhar o produtor desde o diagnóstico inicial na propriedade, entrega de um projeto de excelência, compra e instalação.

TÉCNICA 34 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 TÉCNICA Com tecnologia exclusiva, colheitadeira redefine os padrões de produtividade no café Acafeicultura brasileira caminha a passos largos em direção ao topo da eficiência tecnológica. No centro dessa transformação, a nova colheitadeira de café TDI, desenvolvida pela Duo Coffee em parceria com a Cocapec, se consolida como um marco histórico para a mecanização agrícola nacional. O equipamento chegou ao mercado com a promessa de redefi nir os padrões de rendimento e entregar resultados práticos em terrenos e condições densas, onde maquinários convencionais historicamente encontram barreiras intransponíveis. O grande diferencial competitivo da máquina reside na tecnologia proprietária ADO Coffee. Esse ecossistema de engenharia confere à colheitadeira uma versatilidade inédita: o sistema é capaz de atuar com máxima performance tanto em lavouras jovens de primeira safra quanto em plantas de grande porte já consolidadas. O resultado prático é uma efi ciência amplamente comprovada em campo, reduzindo o desperdício crônico e otimizando o tempo de colheita por hectare.

35R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Sustentabilidade e safras futuras Mais do que focar no rendimento imediato, o projeto da TDI refl ete uma preocupação intrínseca com a longevidade do cafezal. O sistema de colheita foi milimetricamente desenhado para preservar a integridade fi tossanitária da lavoura. Ao minimizar os danos mecânicos aos ramos e folhas, o maquinário mantém as plantas saudáveis e protegidas, assegurando que o potencial produtivo das safras futuras não seja comprometido, um gargalo comum em sistemas de mecanização agressivos. Ergonomia e controle total A experiência do operador ganhou atenção prioritária na engenharia interna do modelo. Projetada especificamente para atender as jornadas de trabalho, a cabine da TDI oferece um ambiente de alto padrão ergonômico. Equipada com assento de alta absorção de impacto, ar-condicionado de série e um refi nado isolamento acústico, a plataforma isola o trabalhador das severidades externas do campo. A inteligência de controle se traduz em comandos intuitivos e ao alcance das mãos. Um joystick integrado a um display digital de alto contraste simplifica o gerenciamento de funções complexas. De maneira ágil, o operador ajusta a altura de colheita, monitora o controle de RPM e aciona comandos dinâmicos. Complementando a segurança, um kit com seis câmeras de alta defi nição fornece uma visão panorâmica e em tempo real de todo o perímetro de trabalho. Engenharia de fl uxo e seletividade No coração mecânico da máquina, um conjunto de varetas ágeis permite regulagens extremamente dinâmicas de abertura e fechamento de eixos. Essa flexibilidade favorece a chamada colheita seletiva e reduz drasticamente o tempo de preparação e transição entre diferentes talhões da propriedade. Uma vez colhidos, os grãos passam por um sistema integrado de elevadores e transportadores dimensionados para manter um fluxo contínuo e livre de gargalos. O arranjo minimiza perdas por esmagamento ou queda, fechando o ciclo com alta performance. Com o modelo TDI, a Duo Coffee prova que a verdadeira inovação vai além de colher grãos; trata-se de colher resultados estratégicos para o negócio. O que faz a Duo Coffee ser diferente? • Colhe tanto o café de primeira safra quanto plantas de grande porte. • Preserva a lavoura, garantindo produtividade para os próximos anos. Conta com cabine moderna, equipada com ar-condicionado, isolamento acústico e joystick integrado, unindo conforto e segurança. Mais que uma máquina, a Duo Coffee representa evolução para a cafeicultura. É tecnologia que respeita o campo e que traz resultados reais para os cooperados.

TÉCNICA 36 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 TÉCNICA Segurança Trabalhista no Campo: Cocapec orienta produtores Aconformidade com as leis do trabalho, a organização efi ciente das equipes e o respeito absoluto ao ambiente profi ssional ganharam um peso estratégico sem precedentes na gestão das propriedades rurais. Com a chegada da safra cafeeira, período de intensa movimentação de mão de obra nas lavouras, a atenção dos órgãos de fi scalização trabalhista se redobra, exigindo dos cafeicultores um planejamento rigoroso e segurança jurídica. Ciente do seu papel como agente de desenvolvimento e proteção para o ecossistema do café, a Cocapec mantém um compromisso inegociável com a promoção do trabalho decente e das boas práticas no campo. A cooperativa tem atuado na orientação e no alerta constante de seus cooperados sobre os direitos e deveres fundamentais que regem as relações trabalhistas. Ferramenta de Apoio ao Cafeicultor Como parte essencial dessa engrenagem de conscientização, a cooperativa dissemina a Cartilha de Boas Práticas Trabalhistas na Cafeicultura, desenvolvida pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O material didático está disponível para acesso e download diretamente no portal oficial da Cocapec. O guia foi estruturado para traduzir a complexidade da legislação em uma linguagem simplifi cada e acessível ao produtor, abordando desde os procedimentos corretos para a condução das relações profi ssionais até os pontos críticos que comumente resultam em infrações durante a colheita.

PRODUÇÃO ANIMAL 38 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 PRODUÇÃO ANIMAL Avacinação é uma das principais formas de proteger a saúde dos rebanhos bovinos e garantir uma produção segura e efi ciente. Em 2026, muitos produtores rurais enfrentaram dificuldades para encontrar vacinas importantes no mercado, o que gerou preocupação em todo o setor pecuário. Entre as vacinas mais afetadas estiveram as de manquinha (carbúnculo sintomático), raiva e, em algumas localidades, a de brucelose. A falta desses imunizantes foi causada por diferentes fatores, como difi culdades na fabricação, escassez de matéria-prima, problemas de transporte e aumento da procura pelas vacinas. Como consequência, muitos produtores não conseguiram vacinar seus animais no período recomendado, aumentando o risco de aparecimento de doenças no rebanho. A vacina contra a manquinha é muito importante porque protege os animais contra uma doença causada por bactérias presentes no solo. A enfermidade atinge principalmente bovinos jovens e pode evoluir muito rapidamente, levando o animal à morte em poucas horas. Quando um surto acontece, o prejuízo para o produtor pode ser grande, tanto pela perda dos animais quanto pelos gastos para controlar a doença. A importância da vacinação dos bovinos e os desafios enfrentados esse ano Por: José Roberto Stefens Silva / Médico-Veterinário cocapec - CRMV-SP 45.063 | CRMV-MG 29.130 Outra vacina essencial é a da raiva. A raiva é uma doença viral grave que não tem cura depois que os sintomas aparecem e pode afetar tanto os animais quanto as pessoas. Em muitas regiões do Brasil, principalmente onde há a presença de morcegos hematófagos, a vacinação é uma medida indispensável para proteger o rebanho e evitar perdas econômicas e riscos à saúde pública. A vacina contra a brucelose também merece destaque. A brucelose é uma doença que causa principalmente abortos nas vacas, difi culdades de reprodução e queda na produção do rebanho. Além dos prejuízos para a pecuária, ela também pode ser transmitida para as pessoas, principalmente por meio do contato com animais infectados ou pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados. Por esse motivo, a vacinação contra a brucelose faz parte dos programas oficiais de controle da doença no Brasil. A imunização das bezerras, dentro da idade estabelecida pela legislação sanitária, é obrigatória e deve ser realizada por um médico-veterinário habilitado ou sob sua supervisão, seguindo as normas de cada estado. Essa medida é fundamental para reduzir a ocorrência da doença e proteger tanto os animais quanto a população.

39R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Quando a vacinação deixa de ser realizada, os prejuízos podem ser muito maiores do que o custo das vacinas. O produtor corre o risco de perder animais, reduzir a produção de carne e leite, enfrentar problemas reprodutivos, aumentar os gastos com tratamentos veterinários e até encontrar difi culdades para comercializar seu rebanho. Além disso, doenças como a raiva e a brucelose representam riscos à saúde das pessoas, reforçando a importância da prevenção. Apesar das difi culdades enfrentadas ao longo de 2026, a expectativa para os próximos meses é positiva. A indústria veterinária vem ampliando sua produção e trabalhando para normalizar o abastecimento das vacinas. A tendência é que os imunizantes voltem a estar disponíveis com maior facilidade, permitindo que os produtores retomem seus calendários de vacinação sem grandes interrupções. Esse cenário também serve como um alerta sobre a importância do planejamento. Sempre que possível, o produtor deve adquirir as vacinas com antecedência, seguir corretamente o calendário sanitário e contar com a orientação de um médico-veterinário para garantir que todo o rebanho esteja protegido. Mais do que cumprir uma obrigação, vacinar é investir na saúde dos animais, na segurança dos alimentos e na sustentabilidade da pecuária. Um rebanho bem vacinado é mais saudável, mais produtivo e oferece menos riscos para quem trabalha no campo e para os consumidores. Com a recuperação do mercado de vacinas, espera-se que os produtores consigam manter seus programas de prevenção em dia, fortalecendo cada vez mais a pecuária brasileira. A pecuária brasileira sempre superou grandes desafios graças ao comprometimento dos produtores com a sanidade animal. Com a retomada do abastecimento e a continuidade dos programas de vacinação, a tendência é que o setor mantenha seus elevados padrões de qualidade, preservando a saúde dos animais, a produtividade das propriedades e a segurança dos alimentos que chegam à mesa da população. Procure uma loja Cocapec mais próxima, e veja quais imunizantes disponíveis e proteja o seu rebanho.

ESG COCAPEC 40 R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 ESG COCAPEC Cocapec conclui seu primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa ACocapec concluiu seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa — GEE, referente aos anos- base de 2024 e 2025. A iniciativa representa um marco histórico para a cooperativa e reforça seu compromisso com a sustentabilidade, a transparência e a gestão responsável de suas operações. O levantamento foi realizado com base nas diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, principal referência metodológica utilizada no Brasil para a elaboração de inventários de emissões. Por se tratar do primeiro ciclo formal de contabilização, o projeto contou com o apoio técnico da empresa Folha de Louro, responsável pela consultoria e validação do processo. O inventário foi elaborado sob a abordagem de controle operacional, com vários setores envolvidos, considerando 100% das emissões de GEE das operações relacionadas ao café sobre as quais a Cocapec exerce controle operacional direto. Para a cooperativa, o inventário representa mais do que a contabilização das emissões. Trata-se da construção de uma linha de base que permitirá acompanhar a evolução dos indicadores climáticos, identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a tomada de decisão em sustentabilidade nos próximos anos. A realização deste primeiro inventário também posiciona a Cocapec de forma proativa diante de uma agenda cada vez mais relevante para o agronegócio brasileiro. Em um cenário no qual a gestão de emissões ainda é uma prática em desenvolvimento para muitas organizações, a iniciativa demonstra o compromisso da cooperativa com a transparência, a rastreabilidade e a melhoria contínua. Esse compromisso também está refl etido no Relatório de Sustentabilidade 2025 da Cocapec, que, com grande satisfação, chega à sua terceira edição. O documento apresenta os principais compromissos, projetos e práticas desenvolvidos pela cooperativa nas áreas ambiental, social e de governança, ampliando a transparência e o diálogo com cooperados, colaboradores, parceiros, comunidades e demais públicos de relacionamento. O relatório está disponível para consulta no site da Cocapec. Acesse abaixo o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa e Relatório de Sustentabilidade 2025 Cocapec

41R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 CURTASCURTAS CURTAS Com o apoio do Sistema OCB, a Cocapec participou da Apas Show 2026, realizada em maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. A feira reuniu cooperativas brasileiras para fortalecer a presença do cooperativismo no setor supermercadista. Durante o evento, considerado a maior feira supermercadista do mundo, a Cocapec apresentou seus cafés a varejistas, dis- tribuidores e compradores nacionais e internacionais, contri- buindo para demonstrar a qualidade e a competitividade dos produtos cooperativistas. “A feira ampliou oportunidades de prospecção, relacionamen- to e acesso a novos mercados. Isso reforça a importância da participação da cooperativa em ambientes estratégicos como esse”, acrescentou Victor Ferreira, gestor de torrefação da Co- capec. A Cocapec realizou a abertura da safra com os comitês Café com Elas e Café do Amanhã. Foi um encontro especial na Fazenda Taquari, do cooperado Davi Ferreira, em Pedregulho. Lá os participantes acompanharam uma apresentação técnica conduzida por Fernando Sarreta e pelo engenheiro agrônomo Rubens Manreza, que compartilharam informações sobre colheita e práticas da agricultura regenerativa adotadas nas lavouras. Foi um momento de aprendizado, troca de experiências e maior aproximação com a realidade do campo. Os participantes também foram muito bem acolhidos pela família Ferreira. A Cocapec agradece ao cooperado Davi Sebastião Ferreira, à Vilma e à Anne Ferreira, integrante do comitê Café com Elas, por abrirem as portas da fazenda e compartilharem um pouco da rotina, do trabalho e da dedicação presentes na propriedade. Abertura da safra reúne comitês Café com Elas e Café do Amanhã Cocapec participa da Apas Show 2026

BOLETIM42R E V I S T A C O C A P E C - J U N / J U L 2 0 2 6 Média Mensal do Preço do Café Arábica - Comparativo dos últimos 3 anos (R$) Média mensal do preço de Café Arábica* índice Esalq/BM&F 2025 2026 R$ US$ R$ US$ Janeiro 2332,87 388,16 2778,82 408,49 Fevereiro 2627,79 455,87 1871,62 359,49 Março 2544 443,15 1913,89 365,18 Abril 2523,93 437,29 1800,08 359,26 Maio 2484,29 438,1 1653,91 331,89 Junho 2170,86 390,47 1.476,77 287,78 Julho 1777,88 321,56 Agosto 2008,12 368,85 Setembro 2008,12 416,87 Outubro 2334 414,68 Novembro 2245,15 420,56 Dezembro 2.203,62 404,08 MÉDIA ANUAL 2271,72 408,30 1915,85 352,02 *Saca de 60 kg líquido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor Média mensal do preço* de Milho 2025 2026 R$ US$ R$ US$ Janeiro 74,17 12,34 67,83 12,71 Fevereiro 80,76 14 67,76 13,02 Março 89,11 15,52 70,89 13,55 Abril 83,66 14,48 67,94 13,5 Maio 73,3 12,92 65,59 13,5 Junho 68,21 12,29 63,62 12,38 Julho 63,63 11,51 Agosto 63,86 11,72 Setembro 64,77 12,06 Outubro 65,34 12,13 Novembro 67,53 12,65 Dezembro 69,61 12,76 MÉDIA ANUAL 72,00 12,87 67,27 13,11 Fonte: Índice Esalq/BM&F FRANCA / SP Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total / Ano 2024 251,37 177,2 153,7 29,64 23 0 0 2,55 0 233,08 245,54 352,52 1468,6 2025 373,82 82,49 102 102 0 31 5,61 0 43,66 89,83 151,91 246,6 1228,92 2026 281,52 356,06 205,7 88,09 2 4,88 938,25 Média Mensal 302,2 205,3 153,8 73,2 8,3 12,0 2,8 1,3 21,8 161,5 198,7 299,6 CAPETINGA / MG Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total / Ano 2024 143 163 120 10 23 0 0 0 10 121 209 254 1053 2025 210 75 163,5 160 0 31 3 19 76 109 220 159 1225,5 2026 269 327 235 9 10 73 923 Média Mensal 207,3 188,3 172,8 59,7 11,0 15,5 25,3 9,5 43,0 115,0 214,5 206,5 IBIRACI / MG Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total / Ano 2024 184 221 420 55 6 0 0 0 47 364 319 542 2158 2025 336 111 102 103 12 29 3 32 76 142 194 298 1438 2026 406 277 381 72 5 1141 Média Mensal 308,7 203,0 301,0 76,7 7,7 14,5 1,5 16,0 61,5 253,0 256,5 420,0 Fonte: Esalq/BM&F 2026 2024 2025 Índices pluviométricos* - Últimos 3 anos *(Dados em milímetros obtidos na Cocapec Matriz (Franca/SP), Núcleo Cocapec Capetinga/MG e no Sítio Santo Elias em Ibiraci/MG)

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