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PORTIFÓLIOConceitos de nutrição e saúde explicados de maneira fácil, matérias sobre temas importantes, dicas de lazer e entretenimento... ENTENDENDO NUTRIÇÃO JOSUÉ DE CASTRO INTRODUÇÃO A SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL & o debate sobre a fome no mundo EDIÇÃO 01JUNHO 2026 BRENDA M. AVILA
SÚMARIO MATÉRIA ESPECIAL06 07 JOSUÉ DE CASTRO O médico que transformou a fome em tema central no debate internacional TRÊS TRAJETÓRIAS, UMA SÓ CAUSA Betinho e Dom Hélder Câmara EDITORA CONCEITOS ESSENCIASW W W . O P O R T I F O L I O .03 0405 05 05 CONHECENDO A EDITORA CONHECENDO INTRODUÇÃO A ALIMENTAÇÃO E SEGURANÇA NUTRICIONAL Professoras orientadorasSOBERANIA ALIMENTAR PRODUÇÃO LOCAL E CULTURA VIVA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL GANHA ESPAÇO NO DEBATE ALIMENTAR REFLETINDO10 10 10 QUEM ESCOLHE O QUE VOCÊ COME? A COMIDA ENTRE O DIREITO E O MERCADO OBESIDADE NÃO É FALTA DE FORÇA DE VONTADE HORA DE APRENDER 08 08 09 DA FOME AO DIREITO: Como as políticas públicas transformaram a alimentação. DO PRATO À POLÍTICA: O papel da PNAN e dos nutricionistas no SUS LINHA DO TEMPO DICA DE PASSEIO12 13 ITACORUBI Um território para conhecer além dos caminhos urbanos PROMOÇÃO DA SAÚDE O cuidado com as pessoas vai al´ém dos postos de saúde ENTRETENIMENTO14 14 INDICAÇÕES PARA ASSISTIR SÓ NO REPLAY
CONHECENDO A EDITORA "Uma boa nutrição promove a saúde em todas as áreas da nossa existência" Brenda Martins AvilaR E V I S T A | 0 3 foi conhecer os territórios e compreender melhorar a realidades das comunidades. A experiência de visitar o Centro de Saúde, observar seu funcionamento e entender o contexto das pessoas atendidas foi extremamente enriquecedora. Além disso, conhecer outros territórios através das apresentações dos colegas ampliou minha visão sobre as diferentes realidades. Meu nome é Brenda Martins Avila, tenho 19 anos e sou estudante do primeiro semestre do curso de Nutrição na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ingressei na universidade com o desejo de aprender cada vez mais sobre a área e adquirir novas experiências. Desde criança, a alimentação sempre fez parte da minha vida, seja preparando receitas, assistindo programas como Masterchef ou acompanhando documentários relacionados ao tema. No início do semestre, tudo era novo e despertava grande curiosidade. Agora, ao final desse período, esse sentimento permanece o mesmo. A cada aula, independente da disciplina, fico encantada com os novos conhecimentos adquiridos e com os diferentes conceitos apresentados. Um dos pontos altos deste semestreEDITORAJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O– T. COLIN CAMPBELL
CONHECENDO A DISCIPLINAJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O0 4 | R E V I S T A I M P R E S S Ã OA disciplina de Introdução à Segurança Alimentar e Nutricional convida os estudantes a compreender como o lugar onde viemos influencia nossos hábitos alimentares, nossa saúde e nosso acesso a direitos. Durante o semestre, foram abordados temas como o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) e a Educação Alimentar e Nutricional, sempre demostrando como esses conceitos podem se relacionar à realidade dos territórios. Além das aulas teóricas, a disciplina nos proporciona práticas de territorialização, permitindo que os estudantes conheçam ISAN de perto as características e necessidades de uma comunidade. A partir dessa experiência, foram realizadas atividades de observação, analise de dados e elaboração de materiais educativos voltados à promoção da saúde do território determinado. Integrando a parte teórica e a prática, a disciplina amplia o olhar dos estudantes sobre os fatores que influenciam a alimentação e a qualidade de vida, destacando tambem o papel do nutricionista nessa contrução de ações que valorizem os territórios e fortaleçam o direito à alimentação adequada para todos. INTRODUÇÃO À SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
SOBERANIA ALIMENTAR A soberania alimentar defende o direito dos povos de definir suas próprias políticas de produção, distribuição e consumo de alimentos. A proposta visa valorizar os agricultores familiares, povos tradicionais e sistemas alimentares associados à cultura e à sustentabilidade.0 5 | R E V I S T A Quem decide o que chega no prato? PRODUÇÃO LOCAL E CULTURA VIVA Entre os pilares da soberania alimentar estão o fortalecimento da produção local, o acesso à terra, à água e às sementes, além da preservação da biodiversidade. Tendo como objetivo garantir autonomia alimentar sem depender exclusivamente das relações de mercado AGRICULTURA SUSTENTÁVEL GANHA ESPAÇO NO DEBATE ALIMENTAR Modelos agroecológicos, baseados em conhecimentos tradicionais e práticas sustentáveis, se tornam alternativas para produzir alimentos com menor impacto ambiental e priorizar a valorização das comunidades locais.CONCEITOS ESSENCIAISJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O
PERFILDEZEMBRO 2016R E V I S T A I M P R E S S A O . P TJOSUÉ DE CASTROMédico e diplomata pernambucano que transformou a fome em tema central do debate internacional, deixando um legado que segue atual em um mundo marcado pela desigualdade alimentar. Nascido em Recife, em 1908, Josué de Castro construiu uma trajetória que o levaria dos manguezais pernambucanos aos importantes fóruns internacionais. Era médico, geógrafo, nutrólogo e humanista, dedicou sua vida a compreender e denunciar as causas da fome, defendendo que ela não era resultado da escassez, mas das desigualdades produzidas pela própria sociedade. Essa sua percepção nasceu a partir da observação direta da realidade. Ainda jovem, acompanhou as condições de vida das populações que habitavam os mangues do Rio Capibaribe. Mais tarde, lembraria que a sua maior escola não havia sido a universidade, mas sim, o contato com aqueles homens, mulheres e crianças que lu- tavam diariamente pela sobrevivência, que ao trabalhar se assemelhavam aos caranguejos que buscavam por tanto tempo. Essas experiências moldaram sua compreensão sobre a pobreza e inspiraram uma obra revolucionária aos estudos sociais do Brasil. Em 1946, publicou Geografia da Fome, livro que rompeu o silêncio em torno de uma temática frequentemente ignorada pelas elites políticas e econômicas. Ao analisar as diferentes regiões do Brasil, Josué demonstrou que a fome possuía características específicas e estava profundamente ligada à estrutura agrária, à concentração de renda e aos modelos de produção predominantes. A repercussão ultrapassou as fronteiras nacionais. Pouco anos depois, com a publicização de Geopolítica da Fome, o médico ampliou sua análise para o cenário mundial, argumentando que a fome era um problema político e econômico na esfera internacional. Sua obra ajudou a mudar a forma como os governos e pesquisadores compreendiam a questão alimentar. O reconhecimento internacional foi rápido. Josué de Castro participou de importantes debates globais sobre desenvolvimento e alimentação, ocupando cargos de destaque em organismos ligados às Nações Unidas. Tornou-se uma das vozes mais influentes na defesa do direito humano à alimentação e na construção de políticas voltadas para a segurança alimentar. Para ele, não haveria desenvolvimento real enquanto milhões de pessoas continuassem priva-ESPECIALJUNHO 2026
0 7 | R E V I S T Adas de condições mínimas para viver com dignidade. Em seus discursos e livros, defendia que a paz dependia da justiça social e que combater a fome era tão necessário quanto resolver conflitos armados. No entanto, suas ideias também despertaram resistência. Ao questionar a concentração de terras e denunciar desigualdade estruturais do país, Josué confrontou de frente com os setores conservadores da sociedade brasileira. Sua atuação política e intelectual passou a ser vista com desconfiança por grupos que consideravam suas ideias excessivamente transformadoras. Após o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados e foi obrigado a sair do Brasil. Exilado em Paris, continuou lecionando, pesquisando e participando de iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos países mais vulneráveis. Mesmo distante de sua terra natal, manteve o compromisso com as causas que orientaram toda sua vida. Os anos de exílio foram marcados pela saudade do país e pela possibilidade de acompanhar de perto as transformações do Brasil. Ainda assim, permaneceu ativo, defendendo a cooperação internacional e denunciando as formas de desigualdade que mantinham milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade. TRÊS TRAJETÓRIAS, UMA SÓ CAUSA Durante o século XX, três brasileiros transformaram a forma como o país enxergava a fome. Josué de Castro, Betinho e Dom Hélder Câmara apesar de virem de contextos distintos – a ciência, a militância social e a Igreja, respectivamente – convegiram numa opinião crítica essencial: denunciar que a fome não era um fenomeno natural, mas sim uma consequencia de escolhas políticas e sociais. BETINHO 1935 - 1997 Sociólogo e ativista que mobilizou os brasileiros na Ação da Cidadania Contra a Fome, transformando solidariedade em participação política. DOM HÉLDER CÂMARA 1909 - 1999 Arcebispo de Olinda e Recife, defensor dos pobres e crítico das desigualdades, inspirou movimentos sociais e organizações destinadas à justiça social. Josué de castro faleceu em Paris, em 1973, vítima de um infarto. Sua morte encerrou uma trajetória extraordinária, mas não diminuiu a relevância de suas ideias. Após décadas, seus estudos continuam sendo referência para pesquisadores, gestores públicos e organizações que atuam na luta contra a fome. Em um mundo que ainda enfrenta desafios relacionados à pobreza, à insegurança alimentar e à distribuição desigual de recursos, as obras de Josué de Castro permanecem atuais. Sua principal contribuição foi mostrar que a fome não é uma tragédia inevitável da condição humana, mas uma consequência de escolhas políticas, econômicas e sociais. Mais do que um nutrólogo, Josué de Castro foi um cidadão do mundo que dedicou sua vida a dar voz aos invisíveis, mesmo sendo obrigado a sair de sua pátria e numa mais retorná-la apesar da saudade. Seu legado continua lembrando que combater a fome não é apenas uma questão de produzir alimentos, mas de garantir dignidade, justiça e direitos para todos.MATÉRIA ESPECIALJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O
DA FOME AO DIREITO: COMO AS POLÍTICAS PÚBLICAS TRANSFORMARAM A ALIMENTAÇÃO Durante grande parte da história brasileira, a fome foi tratada como consequência natural da pobreza. Foi somente a partir das mobilizações sociais que culminaram na Reforma Sanitária, nas décadas de 1970 e 1980, que a saúde passou a ser entendida como um direito de cidadania e responsabilidade do Estado. Esse movimento deu origem ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliou o entendimento de que alimentação, moradia, renda, educação e trabalho são determinantes fundamentais das condições de saúde da população. Nesse contexto, os conceitos de Segurança Alimentar e nutricional (SAN), Direito Humano DO PRATO À POLÍTICA: Em uma sociedade marcada pela influência da mídia, pela expansão dos ultraprocessados e pelo crescimento do chamado nutricionismo promover uma alimentação adequada tornou-se um desafio cada vez mais complexo. Para enfrentar essa realidade, o SUS conta com a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que busca melhorar as condições de alimentação e nutrição da população brasileira por meio da vigilância alimentar, promoção da saúde, prevenção de doenças e garantia do acesso à alimentação adequada. Nesse processo, o nutricionista desempenha papel estratégico. Sua atuação vai muito além dos consultórios; nas unidades de saúde, escolas, programas sociais e ações comunitárias, DA PNAN E NUTRICIONISTAS NO SUS à Alimentação Adequada (DHAA) e Soberania Alimentar ganharam força. Mais do que garantir comida suficiente, essas abordagens defendem o acesso permanente a alimentos saudáveis, culturalmente adequados e produzidos de forma sustentável. A alimentação passou a ser compreendida como um direito humano fundamental e não apenas como uma necessidade biológica. Essa mudança de perspectiva permitiu o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais, reconhecendo que a fome, a desnutrição e até mesmo a obesidade estão diretamente relacionadas às condições de vida da população. Assim, a proteção social deixou de ser apenas uma ação assistencial e passou a integrar uma estratégia mais ampla de promoção da saúde e garatia de direitos. esse profissional trabalha na promoção da SAN, no combate à desnutrição, na prevenção da obesidade, no incentivo à alimentação saudável e no fortalecimento da autonomia alimentar da população. Ao mesmo tempo, o nutricionista contribui para que os princípios da Soberania alimentar sejam incorporados às práticas de saúde, valorizando a cultura alimentar local, a agricultura familiar e os sistemas sustentáveis de produção. Dessa forma, a alimentação deixa de ser apenas uma questão individual e passa a integrar um projeto coletivo de desenvolvimento social, saúde e cidadania. TRÊS CONCEITOS, UM SÓ OBJETIVO Apesar do que muitos acreditam, a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e Soberania Alimentar são complementares, cada um com seu significado; e não apenas conceitos distintos. A SAN foca no acesso regular e adequado aos alimentos, oHORA DE APRENDEERJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O O PAPEL DHAA reconhece esse acesso como um direito de todos enquanto a Soberania Alminetar ressalta a autonomia dos povos sobre seus alimentares. E juntos, reforçam que combater a foma não significa apenas produzir alimentos, mas garantir que as pessoas se alimentem com qualidade e dignidade.0 8 | R E V I S T A
II Conferência Nacional de SAN - Consolida o conceito brasilerio de Segurança Alimentar e Nutricional, incluindo sustentabilidade e direitos sociais. Saúde pública voltada a campanhas sanitárias e assistência filantrópica; acesso desigual. Periodo pré-30 É expandido medicina previdenciaria e as ações de saúde pública, incluindo políticas aos trabalhadores. 1930 - 1950 - Era Vargas Josué de Castro denuncia a fome como problema social e politíco. 1946 - Geografia da fome Unificação dos institutos previdenciarios e ampliação de serviços privados na saúde. 1966 - Criação de INPS Define a Atenção Primária à Saúde como estratégia central para alcançar melhoes condições de saúde para todos. 1978 - Conferência de Alma-ata VIII Conferência Nacional d Saúde - Consolida os princípios da Reforma Sanitária e propõe um sistema universal, público e participativo. 1986 Estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado, criando as bases do SUS. 1988 - Constituição Federal As leis 8.080 e 8.142 regulamentam o SUS com base na universalidade, integralidade e participação social. 1990 - Criação do SUS O país assume o compromisso internacional de garantir o DIreito Humano à Alimentação Adequada. 1992 - Brasil ratifica o PIDESC O conceito é apresentado plea Via Campesina, defendendo o diretio dos povos de decidir. 1996 - Soberania Alimentar 2004 Fome Zero é substituido por Bolsa Família. 2004 - Bolsa Família Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional - cria o SISAN e frotalece a articulação entre SAN, DHAA e participação social. 2006 - LOSAN A Emenda Constitucional n° 64 inclui a alimentação entre os direitos sociais dos brasilieros. 2010 - Alimentação na CF 2014 - Brasil sai do mapa da fome 2014 - Atualmente Com o passar do tempo políticas públicas foram se estruturando, entretanto, entre 2016 à 2022 essas políticas foram reduzidas e afetadas. Já entre 2023 à 2025, as políticas públicas foram reconstruídas e melhoradas junto ao retorno de algumas que haviam sido excluídas.0 9 | R E V I S T A
1 0 | R E V I S T AA COMIDA ENTRE O DIREITO E O MERCADO QUEM ESCOLHE O QUE VOCÊ COME? A sensação de liberdade na hora de comer nem sempre corresponde à realidade. Redes sociais, publicidade e influenciadores promovem padrões corporais e hábitos alimentares que moldam o nosso comportamento. Ao mesmo tempo, cresce o nutricionismo, visão que reduz os alimentos a nutrientes isolados, ignorando aspectos culturais e afetivos de alimentação. Em contraposição o conceito de DHAA defende uma alimentação que respeite a cultura, o prazer de comer e os vínculos comunitários. Mais que contar calorias, precisamos discutir quem produz e quais interesser influenciam nossas escolhas cotidianas. OBESIDADE ≠ FALTA DE FORÇA DE VONTADE Durante décadas, a obesidade foi explicada apenas por escolhas individuais. Hoje, sabemos que o ambiente alimentar, a desigualdade social, a publicidade e a disponibilidade de ultraprocessados influenciam diretamente os padrões de consumo. Bairros com menor acesso a alimentos e maior presença de produtos industrializados tornam-se desertos alimentares. Além disso, a discriminação de peso reforça estigmas e dificulta o cuidado em saúde. O DHAA cita que uma alimentação adequada depende de condições socioeconomicas favoraveis, enquanto a SAN evidencia a garantia de saúde através de políticas públicas. Enquanto a Segurança Alimentara e Nutricional (SAN) e o Direito Humano á Alimentação Adequada (DHAA) defendem o acesso a alimentos saudáveis, a realidade atual mostra uma crescente influência da indústria alimentícia sobre nossas escolhas. Em meio à rotina acelerada com uberização do trabalho, refeições rápidas e ultraprocessados tornam-se alternativas frequentes para quem dispõem pouco tempo para cozinhar. A soberania alimentar propõe justamente o contrário, é preciso fortalecer a autonomia sobre a alimentação, valorizando a agricultura familiar, os saberes e a produção local. Nesse cenário, a comida deixa de ser apenas mercadoria e volta a ser compreendida como cultura, direito e elemento central da cidadania.REFLETINDOJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O
1 1 | R E V I S T ACONHECHENDO NOVOS TERRITÓRIOSDICA DE PASSEIOJUNHO 2026
1 2 | R E V I S T AEntre áreas residenciais, espaços de preservação ambiental, instituições de ensino e iniciativas comunitárias, o Itacorubi traz uma das faces mais diversas da ilha de Florianópolis. Com mais de 23 mil moradores (Conforme censo….) e localizado estrategicamente entre os bairros Santa Mônica, Córrego Grande, Pantanal e Trindade, o bairro se destaca por reunir desenvolvimento urbano, natureza e forte participação comunitária. Para quem deseja se aventurar pela capital catarinense a fim de conhecer novos territórios, principalmente em dias que não estão para a praia, uma boa dica é explorar os espaços verdes e de convivência do Itacorubi. O bairro abriga a Bacia Hidrográfica do Itacorubi juntamente ao Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, o Jardim Botânico e a Praça do Quilombo. Além das paisagens naturais, o território chama atenção pela diversidade social e cultural. No Morro do Quilombo, projetos comunitários, igrejas e espaços de encontro fortalecem os laços entre os moradores. Iniciativas como o Projeto ITACORUBI JARDIM BOTÂNICO Crescer com Amor, oferecem atividades de música, teatro, artes manuais para crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento social da região. Conhecer o Itacorubi é entender que um território vai muito além de suas ruas, casas e construções. É descobrir histórias, laços comunitários e experiências que demonstram como o espaço urbano pode integrar a natureza, solidariedade, educação e cultura. UM TERRITÓRIO PARA CONHECER ALÉM DOS CAMINHOS URBANOS Um refúgio natural em meio ao caos urbano. O parque com 19 hectares e mais de 5mil espécies de plantas é o local perfeito para descansar no fim de semana ou fazer atividades físicas. Conta com atividades lúdicas e aulas de yoga aos fins de semana de forma gratuita, além de disponibilizar exposições para a população a fim de aproximar a população à cultura.DICA DE PASSEIOJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O
1 3 | R E V I S T AFalar em promoção da saúde é falar sobre a qualidade de vida dos habitantes da região. No Itacorubi, a saúde é construída diariamente por meio das ações que envolvem a participação comunitária, lazer, alimentação e acesso aos serviços públicos. O bairro conta com importantes locais de saúde, como o Centro de Saúde do Itacorubi, o Cepon e o SOS Cárdio. Além do atendimento social, são desenvolvidas ações educativas voltadas à alimentação saudável, palestras e atividades de conscientização e atividades físicas para a população, essas que são realizadas no CS. Outro destaque é a horta comunitária vinculada ao Centro de Saúde, iniciativa que incentiva hábitos alimentares saudáveis, o contato com a produção de alimentos e integração entre os moradores. Projetos sociais, escolas, creches e espaços comunitários também contribuem para fortalecer vínculos e criar ambientes mais acolhedores para toda a população. Entretanto, a promoção da saúde também depende da superação dos desafios presentes no território. PROMOÇÃO DA SAÚDE O CUIDADO COM AS PESSOAS VAI ALÉM DOS POSTOS DE SAÚDE Centro de SaúdeAPROXIMA A POPULAÇÃO Atividades no CS Horta comunitária Projetos sociais Ecoquilombo Áreas de lazer Instituições de ensino Coleta seletivaAFASTA A POPULAÇÃO Feira de orgânicos CCA Falta de rede de esgoto e elétrica no Morro do Quilombo Desigualdade social Baixa oferta de alimentos saudaveis Animais nas ruas Enchentes Pouco transporte público Falta de acessibilidadeJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O
Questões como inundações, dificuldades de mobilidade urbana, desigualdade nas condições de moradia e acesso mais difícil aos serviços básicos em algumas áreas influenciam diretamente a qualidade de vida da população. Com isso, promover saúde significa muito mais do que prevenir doença. É fortalecer a comunidade, ampliar direitos e criar condições para que todas as pessoas possam viver com dignidade, afim de garantir um território mais justo e acessível para todos seus os moradores.JUNHO 2026O P O R T I F Ó L I OPROMOÇÃO DA SAÚDE FOLDER
1 0 | R E V I S T AA COMIDA ENTRE O DIREITO E O MERCADOOBESIDADE ≠ FALTA DE FORÇA DE VONTADEDurante décadas, a obesidade foi explicada apenas por escolhas individuais. Hoje, sabemos que o ambiente alimentar, a desigualdade social, a publicidade e a disponibilidade de ultraprocessados influenciam diretamente os padrões de consumo. Bairros com menor acesso a alimentos e maior presença de produtos industrializados tornam-se desertos alimentares. Além disso, a discriminação de peso reforça estigmas e dificulta o cuidado em saúde. O DHAA cita que uma alimentação adequada depende de condições socioeconomicas favoraveis, enquanto a SAN evidencia a garantia de saúde através de políticas públicas.Enquanto a Segurança Alimentara e Nutricional (SAN) e o Direito Humano á Alimentação Adequada (DHAA) defendem o acesso a alimentos saudáveis, a realidade atual mostra uma crescente influência da indústria alimentícia sobre nossas escolhas. Em meio à rotina acelerada com uberização do trabalho, refeições rápidas e ultraprocessados tornam-se alternativas frequentes para quem dispõem pouco tempo para cozinhar. A soberania alimentar propõe justamente o contrário, é preciso fortalecer a autonomia sobre a alimentação, valorizando a agricultura familiar, os saberes e a produção local. Nesse cenário, a comida deixa de ser apenas mercadoria e volta a ser compreendida como cultura, direito e elemento central da cidadania.REFLETINDOJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I OEAN UM TERRITÓRIO PARA CONHECER ALÉM DOS CAMINHOS URBANOS
Periodo pré-30 EAN EM CULTURA Com o passar do tempo políticas públicas foram se estruturando, entretanto, entre 2016 à 2022 essas políticas foram reduzidas e afetadas. Já entre 2023 à 2025, as políticas públicas foram reconstruídas e melhoradas junto ao retorno de algumas que haviam sido excluídas.
Só no Replay INDICAÇÕES PARA ASSISTIRCAÇA-PALAVRAS ISAN1 4 | R E V I S T A Músicas relacionadas aos assuntos abordados durante a revista; uma oportunidade para reescutar músicas; ou conhecer novas! JOSUÉ DE CASTRO - CIDADÃO DO MUNDO Um documentário de 50 minutos que retrata a vida e feitos do médico pernanbucano na sua luta contra um dos maiores problemas da humanidade, a Fome. THE PITT Retrata os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde em um hospital. SICKO Documentário que explora o sistema de saúde com fins lucrativos nos EUA comparando com outros países.ENTRETENIMENTOJUNHO 2026O P O R T I F Ó L I O COMIDA - TITÃS FARINHA - DJAVAN VATAPÁ - GAL GOSTA PLANETA FOME - ELZA SOARES SOBERANIA ALIMENTAR BOLSA FAMILIA DIREITO SAN POLÍTICAS PÚBLICAS NUTRIÇÃO ISAN SUS PROMOÇÃO DA SAÚDE ALIMENTO DHAA CULTURA PNAE JOSUE DE CASTRO
Facilidades na elaboração Dificuldades na elaboração Filtrar e selecionar os temas aprendidos; Resumir os conteúdos mais complexos; Relacionar a prática com a teoria; Liberdade de escolher o formato a ser realizado; A ampla disponibilidade de opções de formato para o portifólio; Rodas de conversa realizadas na sala a fim de melhorar a compreensão a cerca dos conteúdos; Vivencias práticas (territorialização). Principais referências: ABRANDH. O direito humano à alimentação adequada e o sistema nacional de segurança alimentar e nutricional / organizadora, Marília Leão. – Brasília: ABRANDH, 2013 BRASIL. Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional. Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional: 2012-2015. Brasília, DF: CAISAN, 2017 BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL. Marco de referência de educação alimentar e nutricional para as políticas públicas. Brasília, DF: MDS, 2012 GIOVANELLA, L. et al (org.) Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, NASCIMENTO, Renato Carvalheira do. Três combates da fome no Brasil: Josué de Castro, Betinho e Dom Hélder Câmara. VALENTE, F.L.S. Direito Humano à Alimentação – desafios e conquistas. São Paulo, SP: Cortez, 2002. Entre outros artigos disponibilizados por professores das matérias de Introdução à Segurança Alimentar e Nutricional, Cultura, consumo e padrões alimentares, sociologia e saúde e Políticas Públicas em Saúde.